está a ler...
Relações Internacionais, Segurança

Prisões, estatísticas criminais e um admirável mundo novo

1.O Corpo da Guarda Prisional (CGP) é constituído pelos trabalhadores da DGRSP com funções de segurança pública em meio institucional, armados e uniformizados, integrados nas carreiras especiais de chefe da guarda prisional e de guarda prisional e que têm por missão garantir a segurança e tranquilidade da comunidade prisional, mantendo a ordem e a segurança do sistema prisional, protegendo a vida e a integridade dos cidadãos em cumprimento de penas e medidas privativas da liberdade e assegurando o respeito pelo cumprimento da lei e das decisões judiciais, bem como pelos direitos e liberdades fundamentais desses cidadãos.

Com grande “surpresa e alarido”, ficou-se a saber que a meio do processo de seleção para ingresso no CGP já só restam 99 candidatos para 225 vagas. O cerne desta questão reside na fraca atratividade deste tipo de profissões devido às exigências, aos vencimentos praticados e às condições que são dadas para o exercício da atividade profissional. Enquanto isto não for solucionado, não há candidatos, continuaremos a ter notícias relativas a fugas de reclusos,  relacionadas com corrupção, sobre a atividade criminal em meio prisional com determinados “tentáculos” do crime organizado (ao que consta, neste momento estão presos nas cadeias portuguesas 2000 estrangeiros) a estenderem-se até ao momento em que a situação fique incontrolável.

2.Ainda recentemente nos debruçámos sobre as estatísticas criminais da cidade de Lisboa e arredores que foram divulgadas pela Polícia de Segurança Pública (PSP), tendo Valentina Marcelino, jornalista do DN, elaborado um extenso artigo sobre o assunto. Agora o jornal Sol vem juntar mais umas “achas para a fogueira”, referindo que a diminuição dos números está associada a um menor número de detidos por condução sob o efeito do álcool, por conduzir sem habilitação legal, à alteração da lei da droga, passando muitas das situações de crime para contraordenação e à diminuição das detenções por resistência e coação mercê da menor proatividade dos polícias. Argumenta-se ainda que há neste momento uma guerra de bastidores entre a Câmara Municipal de Lisboa e a PSP devido à necessidade do aumento do número de efetivos da Polícia Municipal que Carlos Moeda tem vindo a mencionar.

O artigo, cuja leitura integral recomendamos vivamente fruto de alguma “intoxicação” que tem vindo a ser difundida pelo por parte de uma fatia significativa do “comentariado”, termina com uma frase emblemática: como foi possível a PSP divulgar dados parciais sem explicar o óbvio? É um mistério”.

3.Por fim, a China, depois de nos ter surpreendido com o lançamento da Deepseek, uma aplicação chinesa de Inteligência Artificial, segundo o Observador,   estará a construir o maior centro de comando militar do mundo, 10 vezes maior que o Pentágono. Fruto dos “últimos desenvolvimentos”, suspeito que a médio prazo terão que ser acrescentadas duas novas línguas nos currículos escolares: o mandarim e o russo. Um “admirável mundo novo” no horizonte.

Sousa dos Santos

Discussão

Ainda sem comentários.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

WOOK