O Código da Estrada define autoestrada como uma via pública destinada a trânsito rápido, com separação física de faixas de rodagem, sem cruzamentos de nível nem acesso a propriedades marginais, com acessos condicionados e sinalizada como tal[1].
Os quase sete mil acidentes registados nas autoestradas portuguesas em 2024[2] são um sinal claro de que a segurança rodoviária constitui obrigatoriamente uma prioridade estratégica. Apesar do aumento de 6% na circulação, a subida de 1,6% na taxa de sinistralidade, com mais de dois mil acidentes com vítimas, revela que a distração ao volante e o excesso de velocidade permanecem fatores críticos.
Num contexto de mobilidade crescente, importa reforçar a prevenção, a fiscalização, investir em campanhas de sensibilização eficazes e promover uma cultura de responsabilidade individual e coletiva. A tecnologia pode ajudar, mas nada substitui a atenção e o bom senso de quem conduz.
Por fim convém relembrar que a segurança rodoviária consiste no conjunto de políticas, práticas, infraestruturas e comportamentos destinados a reduzir o risco de acidentes e a minimizar as suas consequências para todos os utilizadores da via, logo não se resume a números; e conforme decorre do conceito representa uma responsabilidade concreta de todos os atores na proteção de vidas humanas.
Manuel Ferreira dos Santos
_______________________
[1] Cfr Art.º 1.º, a) do Código da Estrada. Por sua vez no art.º 72.º e seguintes desenvolve-se a temática da circulação neste tipo de vias.
[2] Quase sete mil acidentes nas autoestradas em 2024. In JN

Discussão
Ainda sem comentários.