No mesmo dia, surgem notícias de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) violentamente agredidos no Aeroporto de Lisboa e da detenção de um homem que alegadamente terá disparado contra polícias na Amadora. Perante situações desta gravidade, é impossível ficar indiferente.

Embora sejam casos distintos e devam ser investigados com todo o rigor, ambos levantam a mesma preocupação: a violência contra quem está no terreno a garantir a segurança de todos parece estar a assumir contornos cada vez mais graves.
Nada justifica agressões, ameaças ou disparos contra agentes da autoridade. A polícia também deve agir sempre dentro da lei, como é evidente, mas quem veste a farda precisa de ter condições, meios e apoio para cumprir a sua missão sem sentir que está sozinho e abandonado nos momentos críticos.
Da nossa parte, uma palavra de solidariedade para os agentes envolvidos e de respeito para com todos os profissionais que, diariamente, enfrentam riscos reais para proteger a população.
Mais do que um caso isolado, esta situação demonstra claramente o risco permanente a que os elementos das Forças de Segurança estão expostos no exercício da sua atividade operacional. Algo que não pode continuar a ser ignorado. Por isso, ao contrário do que acontece atualmente, esse risco deve ser devidamente reconhecido e compensado também em termos remuneratórios.
Por fim, registamos com agrado que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, tenha condenado a agressão e manifestado solidariedade para com os agentes envolvidos. Contudo, é preciso ir além das palavras.
L.M.Cabeço

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