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Defesa, Relações Internacionais

A guerra

As nuvens da guerra começaram a aparecer progressivamente ao longe, como se uma tempestade se estivesse a aproximar do Velho Continente. Os tambores rufaram. Os sinais eram por demais evidentes, mas ninguém queria acreditar, até que tudo mudou, em definitivo, naquela quinta feira, 24 de fevereiro, data em que a carnificina voltou ao leste da Europa.

António Horta Fernandes definiu a guerra como sendo a “violência (enquanto luta enquadrada e generalizada, duelo em escala) entre conjuntos políticos (ou conjuntos politizados de fundamentação político-sacral), em que o recurso à luta armada constitui, pelo menos, uma possibilidade potencial, visando um determinado fim nos limites (de preferência exteriores) da política (ou fins políticos em grande parte, mas não na totalidade, a partir da modernidade), a qual, em qualquer dos casos, se serve desse fim, dirigida contra as fontes do poder adversário e desenrolando-se segundo um jogo contínuo de probabilidades e acasos”. Wook.pt - Os Grandes Conflitos Mundiais

Sobre esta temática, não poderíamos deixar passar em branco a publicação de duas obras:

  • Os Grandes Conflitos Mundiais, de John Andrews. “O nosso mundo assenta em bases cada vez mais instáveis. Nos últimos anos enfrentámos uma pandemia global, assistimos a novas convulsões no Médio Oriente e questionámos a liderança global dos Estados Unidos. As mudanças climáticas e os desastres naturais ameaçam cada vez mais o planeta, e as zonas de perigo alargam-se num mundo intensamente conectado, mas ainda fragmentado. Andrews analisa antigas inimizades e as colisões iminentes para nos apresentar um retrato dos grandes conflitos em pleno século XXI”.
  • Uma Breve História da Guerra, de Jeremy Black, onde o “autor  analisa a guerra como um fenómenoWook.pt - Uma Breve História da Guerra global, olhando para as duas Guerras Mundiais, mas igualmente para os conflitos na China, Roma Imperial, França de Napoleão, Vietname e Afeganistão. Explora igualmente o significado da guerra e o modo como o entendimento cultural do conflito teve consequências duradouras nas sociedades em todo o mundo. O armamento, defende o autor, teve um impacto fundamental na forma como a guerra se desenvolveu: permitiu a guerra aérea e transformou-a no mar. Numa época em que as armas do século XXI são desafiadas pelos drones e pela robótica, Jeremy Black reflete sobre o futuro da guerra e as suas consequências para o mundo”.

Duas obras essenciais para uma melhor compreensão desta realidade porque, como escreveu Nuno Severiano Teixeira“a guerra sabe-se sempre como começa, mas nunca se sabe como acaba. E se alguma coisa a história nos ensina, é que é muito mais fácil começar uma guerra do que pôr-lhe fim”. Por isso, temos de estar preparados para todas as possibilidades, “a vitória decisiva de uma parte e a capitulação incondicional da outra”, “um cessar-fogo provisório que conduz mais tarde a um acordo de paz”, “o impasse, o desfecho inconclusivo: sem vencedor nem vencido e sem acordo de paz”. 

Sousa dos Santos

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