Ainda recentemente foi divulgado que a União Europeia pretende que “todos os Estados-membros desenvolvam um kit de sobrevivência de 72 horas para que os cidadãos possam enfrentar qualquer nova crise que possa surgir, no âmbito da sua Estratégia de Preparação da União, que também apela a uma maior acumulação de bens essenciais e a uma melhor cooperação entre civis e militares”.
A propósito do aniversário do apagão de 28 de abril de 2025, surgiram igualmente, em vários órgãos de comunicação social portugueses, notícias que voltaram a destacar esta temática. Tal atenção justifica-se: tanto esse episódio como, mais recentemente, a tempestade Kristin evidenciaram de forma clara a importância de o cidadão comum estar devidamente preparado para reagir a situações imprevistas.
Neste âmbito, ganha particular relevância a publicação do livro SAS – Manual de Sobrevivência para qualquer emergência e em qualquer situação, da autoria de John “Lofty” Wiseman. Trata-se de uma obra de referência na área da sobrevivência, sustentada na experiência do autor enquanto membro das forças especiais britânicas (SAS). Concebido como um guia prático e abrangente, o livro reúne técnicas e estratégias essenciais para enfrentar circunstâncias adversas em diferentes ambientes: da preparação de um kit de sobrevivência a métodos de segurança e autodefesa em meio urbano ou natural.
Perante um contexto cada vez mais marcado pela incerteza e pela ocorrência de eventos extremos, torna-se essencial reforçar a cultura de preparação e resiliência individual. Obras como esta contribuem para sensibilizar e capacitar os cidadãos, promovendo uma atitude mais informada e proativa face ao risco, em linha com as exigências do mundo contemporâneo.
Pedro Murta Castro

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