Foi recentemente publicado o relatório anual do Índice Global de Paz (GPI), pelo Institute for Economics & Peace (IEP). Portugal surge na 7.ª posição mundial, subindo um lugar face a 2025 e consolidando-se entre os países mais seguros do mundo, o que ilustra a distância entre indicadores estatísticos e alguma perceção pública de insegurança que se vai fazendo sentir.
Estes dados ganham ainda maior relevância quando comparado com outras democracias europeias: a França ocupa atualmente o 99.º lugar do ranking, posicionando-se entre a Tanzânia e o Gabão. Um contraste que evidencia como a estabilidade, a segurança interna e a coesão social se tornaram ativos estratégicos cada vez mais raros no atual contexto internacional.
Num cenário internacional marcado por guerras, instabilidade geopolítica, polarização social e pressão migratória, a segurança tornou-se um fator decisivo de competitividade. É ela que reforça a confiança dos investidores, atrai talento qualificado, consolida o turismo e protege a estabilidade económica e social.
Para se chegar aqui e para melhorar (em 2019 Portugal ocupou o 3.º lugar), são essenciais instituições sólidas, Forças de Segurança credíveis, políticas públicas consistentes sem ziguezagues permanentes e uma sociedade que valorize a estabilidade, a confiança e a coesão. E acima de tudo, visão estratégica, prevenção, investimento e inteligência institucional.
Não podemos esquecer que Portugal enfrenta, tal como os restantes membros da comunidade internacional, desafios cada vez mais complexos, nomeadamente criminalidade organizada, criminalidade informática, radicalização online, tráfico humano, pressão sobre os serviços públicos e riscos ambientais crescentes.
L.M.Cabeço


Discussão
Ainda sem comentários.