Está disponível on line o Relatório Europeu Sobre Drogas 2015, o qual nos oferece uma panorâmica atualizada sobre
esta questão.
Este documento desdobra-se numa breve síntese sobre a dinâmica do mercado de drogas na Europa, seguida de três capítulos (oferta, consumo e respostas) e culmina num anexo com vários quadros contendo dados relativos aos diversos países.
Na introdução da síntese pode-se ler que “as principais conclusões retiradas da última análise do EMCDDA sobre o fenómeno da droga na Europa apontam para uma situação em que, não obstante a persistência de padrões e tendências há muito existentes, os padrões de consumo e as respostas aos mesmos começam a mudar. A importância que os fatores globais assumem na oferta de droga e no debate político está bem patente na análise este ano apresentada, embora os padrões de consumo e as respetivas respostas a nível local estejam na vanguarda das novas tendências. A fronteira entre as categorias de mercado de drogas «antigas» e drogas novas está a esbater-se e, tal como as novas drogas imitam cada vez mais as substâncias tradicionais, também as respostas comprovadamente eficazes aos problemas com drogas tradicionais podem ser reproduzidas no combate às novas drogas”.
O destaque vai para o facto do recurso à heroína estar a diminuir, tal como os contágios de SIDA devido a drogas, continuando a‘cannabis’ a ser a droga mais consumida, ao mesmo tempo que surgem, a um ritmo quase diário, novas drogas sintéticas, comercializadas cada vez mais através da internet.
Manuel Ferreira dos Santos

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