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Segurança

Tolerância versus obsessão perigosa

Dois artigos publicados hoje, um deles no Diário de Notícias e outro no Correio da Manhã, vêm chamar-nos a atenção, novamente, para o autodenominado Estado Islâmico.

O primeiro, da autoria de Leonídio Paulo Ferreira no DN, tem como ponto de partida uma notícia do diário espanhol ABC, segundo a qual existirão apelos por parte “do Estado Islâmico para que as prisões sejam atacadas a fim de libertar muçulmanos”. Segundo o ABC, este apelo do Daesh estará relacionado com a entrada em vigor do “Programa de Intervención con Internos Islamistas”, o qual tem como finalidade evitar processos de radicalização em centros penitenciários espanhóis.

O segundo tenta dar um abanão no torpor “da autoproclamada tolerância ocidental” que leva a ignorar “minorias étnicas escravizadas e mulheres escandalosamente traficadas para a satisfação dos seus perversos líderes ditos islâmicos”, e a que “imagens de homens e mulheres degolados, de soldados queimados em jaulas ou de mulheres tornadas mercadoria barata parecem bater na couraça da indiferença europeia e da nossa tolerância islâmica”.

Esta tolerância assenta no fator distância, porque a maioria dos europeus, mesmo aqueles que poderão vir a ser afetados de forma mais direta pelo fenómeno, pensam que se trata de algo longínquo com o qual nada têm a ver, nem nunca virão a ter.

Este raciocínio assenta numa atroz ignorância relativamente a alguns temas básicos de História, pois a presença muçulmana na Península Ibérica estendeu-se de 711 a 1492, existindo uma verdadeira obsessão irracional e por isso perigosa, conforme afirma Leonídio P. Ferreira, por parte dos “jihadistas com a Espanha, que na sua retórica inflamada continua a ser o Al-Andaluz que importa reconquistar”.

Esta obsessão está espelhada num mapa posto a circular há já algum tempo atrás e que representa o projeto expansionista do Estado Islâmico para os próximos cinco anos, estando aí incluída a Península Ibérica e não apenas Espanha.

A este mapa também faz referência Andrew Hosken, no seu livro Empire of Fear – Inside The Islamic State, onde pretende dar resposta a uma série de questões, tais como objetivos em termos de expansão territorial, financiamento, utilização do terror, dando nota que os tentáculos do Daesh já se estendem até à Líbia e à Tunísia, países que estão à distância de uma curta viagem de barco da Europa. Onde, acrescentamos nós, todos os dias chegam vagas de imigrantes ilegais oriundos de zonas dominadas ou influenciadas pelo Estado Islâmico.

Começa-se a fazer sentir, cada vez mais, uma maior necessidade de ultrapassar as fronteiras da tal “autoproclamada tolerância ocidental”, no que a esta matéria diz respeito, para que se possa agir por antecipação (prevenção e precaução) em relação à tal obsessão irracional e perigosa.

Manuel Ferreira dos Santos

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