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Segurança

Os Polícias não choram

A vida de um elemento das forças de segurança inicia-se através da submissão a um processo de recrutamento com uma bateria de testes (culturais, físicos, médicos e psicotécnicos). Os que conseguem ultrapassar este crivo, passam em seguida por um curso de ingresso que culmina numa colocação longe da residência, ocorrendo, em regra, nessa altura um processo de desenraizamento.

Acresce a isto tudo, o regime de turnos em que o serviço se desenvolve (de dia ou de noite sem exceção, independentemente das condições atmosféricas), as folgas que têm, o recurso aos gratificados (efetuados fora do turno) para dar alguma substância ao seu magro vencimento. A necessidade de tomar decisões ao segundo que no limite podem por em causa o bem jurídico vida de um cidadão, mas que depois são esmiuçadas e passadas no crivo fino do conforto dos gabinetes, podendo daí resultar consequências muito graves ao nível pessoal e profissional. E, por ser o mais importante, o risco constante da missão policial perfeitamente atestado no número de mortos e feridos em serviço e por causa do serviço conforme se atesta através da leitura dos Relatórios de Segurança Interna e da imprensa diária.

Daí que não seja de estranhar o anormal número de divórcios, os suicídios, nem que por vezes alguns deles caiam nas garras do crime, pairando no ar a sensação que as pessoas são descartáveis (vão uns e vêm outros), deixou de haver tempo para o relacionamento interpessoal nas suas múltiplas vertentes (tudo se gere em ambiente virtual), para conhecer os problemas pessoais, para encontrar soluções, para evitar desfechos trágicos.

Em torno desta temática, foi recentemente publicado um livro intitulado os “Polícias não choram”, da autoria de Miguel Rodrigues, um dos mais conhecidos estudiosos do fenómeno policial, com vastos conhecimentos da realidade prática, uma vez que é chefe da PSP. Nesta obra faz-se uma abordagem completa e multidisciplinar ao trabalho desenvolvido pelas forças de segurança (GNR e PSP), colocando o dedo na ferida relativamente a vários pontos polémicos e que estão na ordem do dia.

Uma leitura aconselhável para uma melhor compreensão desta realidade.

Manuel Ferreira dos Santos

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