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Relações Internacionais, Segurança

O estado a que o Estado chegou

I

Ficámos hoje a saber que a ministra da educação francesa, Najat Vallaud-Belkacem, de origem marroquina, tenciona abolir o ensino do latim e do grego nas escolas gaulesas, mas ao mesmo tempo tornou obrigatório um módulo de História da Civilização Islâmica.

Por outro lado, a cidade de Tadmur na Síria, onde ficam localizada as ruínas de Palmira, com as suas colunas, os templos e torres funerárias que se erguem no deserto, Património da Humanidade da UNESCO, a qual durante o domínio romano foi apelidada de “pérola do deserto”, está a um passo de cair nas mãos do exército islâmico.

Estes dois episódios chamam-nos a atenção para o relacionamento entre o Islão e o Ocidente. A este propósito, ainda recentemente, Jaime Nogueira Pinto, escreveu um livro intitulado “O Islão e o Ocidente – A grande Discórdia”.

Na sua apresentação pode-se ler que “o ataque ao semanário Charlie Hebdo, em 7 de Janeiro, moveu e comoveu mais os europeus do que as mulheres escravizadas ou massacradas do Boko Haram na Nigéria, do que os egípcios coptas decapitados ritualmente, do que os cristãos crucificados às centenas no Iraque e na Síria. De onde vem toda esta desalmada violência, esta orgia de sangue e exibicionismo, a lembrar cenas da Antiguidade, limites da perversidade humana? Quem são os seus autores? Em que acreditam, o que querem e a que reagem? Alguém os comanda? De que fundas histórias e raízes vêm tão complexas divisões e seitas? Onde está a realidade e onde está o mito? Onde está a verdade e onde está o cliché?

II

Por outro lado, uma outra obra aborda a questão da crise de governação e da ineficácia do Estado no Ocidente. Trata-se da obra “A Quarta Revolução – A Corrida Global para Reinventar o Estado”, da autoria de Adrian Wooldridge e John Micklethwait, onde se defende que é necessário revolucionar o sistema político e se traçam caminhos para melhorar o futuro da nossa sociedade. Esta necessidade deriva da escassez de recursos, pela lógica de uma renovada concorrência entre os Estados-nação e também pela oportunidade de fazer melhor as coisas. Ao mesmo tempo que se constata que na maior parte do Ocidente, a desilusão com os governos tornou-se endémica, há paralisia na América; fúria na maior parte da Europa; cinismo na Grã-Bretanha; legitimidade decrescente em todo o lado.

III

Assim, a primeira obra traz a colação o relacionamento entre o Islão e o Ocidente, numa altura que está a ser marcada pela intervenção do Exército Islâmico, o qual tem capacidade, conforme já demonstrou, para atuar tanto na Síria e no Iraque como num qualquer país do Ocidente.

A segunda aborda a questão do “estado a que o Estado chegou” e dos caminhos que se podem trilhar para ultrapassar este impasse.

Duas leituras obrigatórias para compreender a realidade atual.

Gomes Lopes

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