Ainda ontem Manuel Torres Conde referiu que “depois dos recentes atentados na capital belga, e os do ano anterior em Paris, ficou mais claro que a ameaça terrorista de matriz jihadista constitui um desafio estratégico muito complexo para a União Europeia, e que irá continuar a marcar a agenda e as atenções das diversas forças e serviços de segurança no espaço europeu”.
Para lhe fazer face, André Inácio preconiza uma aposta clara em “soluções rápidas e eficazes, defendendo a criação de uma rede europeia de troca de informações policiais, administrada pela Europol, através da qual todos os países possam cruzar dados e perfis criminais para prevenir e impedir atentados”.
Neste domínio, ao fim de cinco anos de controvérsia, foi aprovada a criação de um sistema de recolha e análise dos dados pessoais dos passageiros (nome, número de passaporte, morada, telefone, número de cartão de crédito, bagagem, número do assento, preferências de refeição, itinerário) que embarquem em voos comerciais de entrada ou saída do espaço da União Europeia, denominado registo de identificação de passageiros aéreos ou PNR, tendo como objetivo a prevenção, deteção, investigação e repressão das infrações terroristas ou da criminalidade grave.
A este propósito, o coronel de Infantaria Nuno Lemos Pires escreveu um livro, intitulado “Resposta ao jihadismo radical”, onde apresenta estratégias para vencer grupos como a Al-Qaeda, o Boko Haram ou o Estado Islâmico, defendendo que “a resposta tem de ser global e abrangente, o que passa efetivamente pelo desenvolvimento de uma verdadeira estratégia europeia e não da colagem de banalidades que normalmente recebe esse nome”.
J.M.Ferreira

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