Esta prática bárbara abrange todas as intervenções que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos da mulher ou que provoquem lesões nos mesmos por razões não médicas. Trata-se de uma grave violação dos direitos humanos que incide sobretudo numa faixa etária que se estende até aos 15 anos e ocasionalmente em mulheres adultas, estima-se que cerca de 200 milhões de crianças do sexo feminino, raparigas e mulheres adultas, tenham sido alvo desta crueldade.
Para abordar esta temática, foi recentemente publicado o livro Mutilação Genital Feminina em Portugal , da autoria de Manuel Lisboa, Ana Lúcia Teixeira, Dalila Cerejo, “um claro problema social que assenta em questões de discriminação e estigmatização com base no género, enraizadas em assimetrias de poder, refletindo uma das muitas formas de violência contra as mulheres – física, psicológica, sexual – e com nefastas consequências para a saúde, educação e empoderamento das crianças, jovens e mulheres vítimas desta prática”.
J.M.Ferreira

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