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Segurança

Segurança – eixos estruturantes

Na BBC Mundo foi recentemente publicado um artigo sobre as quatro razões que explicam a diminuição drástica da criminalidade em Nova Iorque e por arrastamento a diminuição do sentimento de insegurança.

Resultado de imagem para stop and frisk new yorkA primeira delas residirá no aumento do número de polícias. Este terá atingido valores na ordem dos 35% entre 1990 e 2000, apostando-se nalgumas áreas, nomeadamente no combate ao tráfico de droga. Depois dos acontecimentos de 2001, houve um incremento na área do contraterrorismo, o que acarretou uma diminuição do número de polícias destinados à prevenção da criminalidade geral (rua), mas mesmo assim esta última não aumentou em relação ao final dos anos 90.

Depois, houve uma adesão às novas tecnologias que acompanhou sempre as inovações que foram surgindo no mercado (e.g. videovigilância, informática, geolocalização, mapeamento do crime, drones).

Isto permite que a polícia atue em tempo oportuno e esteja onde realmente faz falta. Ou seja, nas áreas onde predomina determinado tipo de criminalidade (e.g. tráfico de droga em plena rua, crimes contra o património) para a prevenir e ir erradicando. O que foi conjugado com a diminuição da tática apelidada de Stop and Frisk[1], através da qual a polícia era constantemente empenhada em ações de identificação e revista de cidadãos baseadas, muitas vezes, em meros “movimentos furtivos”. Desta forma, conseguiu-se melhorar o relacionamento entre os cidadãos e a polícia, restabelecendo alguma confiança mútua.

A estes fatores, é ainda de juntar as mudanças que entretanto foram ocorrendo do ponto de vista económico e social, as quais podem influenciar em sentido positivo ou negativo a propensão para algum tipo de criminalidade.

Portanto, não restam dúvidas que os eixos estruturantes para que a missão e atribuições das forças e serviços de segurança sejam cabalmente desenvolvidas são os recursos humanos (em número suficiente, com formação adequada e devidamente remunerados), os meios à sua disposição com o indispensável recurso às novas tecnologias, os modelos de policiamento adequados à realidade e a melhoria de relacionamento entre polícias e cidadãos de forma biunívoca.

 J.M.Ferreira

_______________________

[1] A este propósito, em Portugal, a Inspeção Geral da Administração Interna emitiu uma recomendação relembrando os pressupostos que permitem a identificação de suspeitos pelos órgãos de polícia criminal. Tal como os tribunais têm vindo a insistentemente a contrariar algumas práticas policiais, como seja o recurso às denominadas “conversas informais” dos suspeitos, ainda não arguidos, as quais quer ocorram antes ou depois da abertura do inquérito, são desprovidas de valor probatório.

 

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