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Cibersegurança, Segurança

Dia da Internet Mais Segura 2019

Celebra-se hoje o Dia da Internet Mais Segura 2019, tendo nesse âmbito sido lançado o slogan “Juntos por uma Internet melhor” pretende chamar a atenção dos jovens, crianças, pais, professores, incentivando para a união e criação de um espaço melhor para todos na Internet.

As Forças de Segurança aderiram a esta iniciativa. Para o efeito, a Guarda Nacional Republicana (GNR), associou-se à Microsoft para promover, até 10 de fevereiro, um conjunto de ações de sensibilização que tem como objetivo dar dicas sobre “boas práticas” da navegação online, abordando  temas como o furto de identidade, a privacidade, o cyberbullying, a incorreção das fontes de informação, os vírus informáticos e a dependência da internet. Por seu turno, a Polícia de segurança Pública (PSP) lançou a operação “Internet Mais Segura” com ações de sensibilização junto das Escolas do 1.º, 2.º e 3.º Ciclo do ensino básico do ensino secundário, sobre as precauções para uma utilização segura da Internet.

A este propósito, a Procuradora Geral da República participou num colóquio destinado ao lançamento do Plano de Ação “Crianças e Crimes na Internet”, o qual tem em vista melhorar a capacidade do Ministério Público para lidar com os fenómenos ocorridos com utilização das redes de comunicações, quando tenham natureza criminal, ou sejam praticados por jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos ou, em qualquer caso, vitimizem crianças e jovens. A Procuradora Geral alertou para a utilização da internet por crianças, as quais podem por um lado ser vítimas de crimes e ao mesmo estar a praticar aquilo que poderiam constituir ilícitos criminais se tivessem idade para serem penalmente imputáveis, nomeadamente injúrias, ameaças, difamação e ameaças à integridade, um conjunto que se enquadra no ciberbullying”.

De acordo com um estudo da Google e da YouGov, 50,26% dos portugueses já foi vítima de phishing (tentativa de acesso fraudulento a informação pessoal de um utilizador de Internet) e 8,76% de fraude online. Ao mesmo tempo, apenas 7% dos portugueses tem cautela na partilha de momentos pessoais (v.g. fotografias), 14% na salvaguarda de dados pessoais e 64% no caso dos dados financeiros (v.g. cartões bancários).

Neste domínio, uma outra questão com grande impacto em várias áreas (v.g. política, a segurança ou a saúde) é a disseminação das denominadas notícias falsas, desinformação ou informação propositadamente falsificada (fake news). Tendo em conta a importância desta temática, bem patente nalguns acontecimentos recentes, como sejam as presidenciais dos EUA e no Brasil, bem como o Brexit no Reino Unido, a Agência Lusa, em parceria com a agência espanhola de notícias EFE, vai realizar no dia 21 de fevereiro de 2019 uma conferência subordinada a este tema. O assunto será debatido com especialistas, juristas, jornalistas e insiders.Wook.pt - Introdução à Cibersegurança

Numa outra vertente, tem vindo a assumir cada vez mais relevância a subtração de informações com valor económico nas empresas e nos centros de investigação científica e tecnológica, com recurso a métodos típicos de espionagem. Esta atividade é desenvolvida por entidades ligadas a Estados estrangeiros e por entidades privadas que vendem o material obtido ou o utilizam em proveito próprio. Exemplo disso, são as reservas levantadas em torno da Huawei, fundada por um ex-engenheiro do exército chinês, a qual é suspeita de estar a provocar problemas de segurança nacional em vários países, através do seu “software” de rede 5G. Estas redesdestinam-se a conectar carros autónomos, fábricas automatizadas, equipamento médico e centrais elétricas”.

Assim, as tecnologias de informação e de comunicação têm duas faces. Por um lado, disponibilizam benefícios económicos e sociais, estimulam a criação de emprego, a sustentabilidade e a inclusão social, e melhoram a estrutura de enquadramento nacional; mas  ao mesmo tempo, são vulneráveis, criando riscos sociais e materiais, aumentando de forma significativa, os riscos decorrentes da sua dependência e da quantidade de informação armazenada e em circulação, expondo o Estado, as empresas e os cidadãos. Pelo que não se podem menosprezar um conjunto de precauções que permitem usufruir as vantagens que a Internet e as mais recentes tecnologias oferecem.

J.M.Ferreira

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