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Ambiente, Catástrofes, Proteção Civil, Segurança

Incêndios 2020

De tão envolvidos que temos estado na evolução da pandemia quase que nos esquecemos da aproximação do verão a passos largos, e com ela a maior probabilidade de ocorrerem incêndios rurais. Têm surgido algumas notícias que dão nota da falta de gestão de combustível nos espaços onde é obrigatória a realização desta operação, o que conjugado com a precipitação que se tem verificado potencia o crescimento da vegetação, constituindo uma mistura explosiva. A isto temos, ainda, de acrescentar a evolução da pandemia em território nacional na fase pós estado de emergência e os seus efeitos no efetivo disponível (v.g. GNR, FEPC, Bombeiros, Forças Armadas ) para prevenir e combater os incêndios. 

Neste contexto, é de realçar que foi ontem aprovada a Diretiva Operacional Nacional nº 2/2020 – Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DON Nº2-DECIR/20209), documento de referência no âmbito da gestão e coordenação operacional do combate aos incêndios rurais. O dispositivo de combate deste ano  vai dispor, durante a fase mais crítica, entre julho e setembro, de 11.827 operacionais (número superior a 2019), 2.664 meios terrestres (mais 200 do que em 2019)  e tal como no ano passado 60 meios aéreos. 

Por fim, damos nota de um projeto denominado InduForestFire, liderado por Joaquim Sande Silva, docente na Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Através do estudo de seis zonas industriais da zona centro: Mira, Tocha, Oliveira do Hospital, Mortágua, Oliveira de Frades e Pedrógão Grande, pretende-se “criar de diretrizes de proteção na construção e organização destes polos”. Uma iniciativa de extrema importância, na medida em que muitas zonas industriais se situam em zonas rurais ou rurbanas (de transição) e como tal, algumas delas têm sido atingidas por incêndios, o que tem originado danos pessoais, patrimoniais  e grandes custos sociais (v.g. desemprego). 

A ameaça de incêndios nestas zonas nunca pode ser descurada, em primeiro lugar devido à relativa proximidade que algumas têm com aglomerados populacionais, depois as matérias primas utilizadas (muitas delas de elevada perigosidade), o armazenamento dos produtos finais, bem como os resíduos resultantes dos processos de fabrico. Como refere João Pedro Moreira Pereira, a promoção da segurança contra incêndios em unidades industriais tem como principais objetivos a redução do risco de eclosão de um incêndio, a limitação do risco de propagação do fogo e fumo, a garantia de uma evacuação rápida e segura dos ocupantes, e ainda a garantia de uma intervenção eficaz das equipas de combate. 

Sousa dos Santos

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