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Segurança

Forças de Segurança – reações à “posteriori”

Nos últimos dias as relações públicas das Forças de Segurança têm andado num verdadeiro frenesim associado à divulgação de um conjunto de “operações policiais musculadas”.PSP - 01

Tratam-se de reações “a posteriori” que são de louvar e contribuem para o aumento do sentimento de segurança e reforço da confiança na atuação das polícias. Resultam, em regra, de processos crime em curso, através dos quais se procura identificar e apresentar em Tribunal para aplicação das medidas de coação e garantia patrimonial adequadas ao caso concreto.

Ao mesmo tempo sucedem-se as festas ilegais, de onde resultam novas cadeias de transmissão de transmissão de covid-19, “exemplos de irresponsabilidade e testemunhos de subdesenvolvimento que temos de enfrentar”[1], bem atestado pela receção à cuspidela com que os polícias foram brindados numa delas. Além disso, um jovem de 15 anos foi barbaramente atacado à facada no Campo Grande, acabando por morrer no Hospital. A este episódio, temos de juntar um outro igualmente na capital, no bairro da Horta Nova, onde um homem foi alvejado a tiro nas costas, vindo a falecer. Isto para não mencionar toda uma miríade de ilícitos mais ou menos graves que são praticados diariamente no terceiro país mais seguro do mundo e que nalguns casos afetam de forma irremediável a vida das vítimas e dos seus familiares.

Para não ser muito maçador, termino afirmando que apesar dos méritos das tais “operações policiais musculadas” que nalguns casos se traduzem na constituição de arguidos e submissão a termo de identidade e residência de alguns (poucos) suspeitos, e que por isso não retiram de circulação os potenciais autores de ilícitos criminais, a aposta deve ser na prevenção nas suas múltiplas vertentes. Tem dois inconvenientes, não dá diretos televisivos, nem abertura de telejornais.

Uma adaptação aos tempos modernos, como já referimos em diversas ocasiões, conjugando, cada vez mais, o elemento humano com a tecnologia. Um processo que não se vislumbra fácil. Basta atentarmos nos obstáculos que se levantam quando se quer implementar um sistema de videovigilância, utilizar “drones”, ou equipar os operacionais das forças de segurança com as “bodycams” ou “cop-cams”.

Como escreveu, Pedro Carmo: “temos de zelar pela segurança reforçando o efetivo policial na rua e munindo-o de condições materiais, para que tenha condições físicas e materiais para zelar pela segurança pública do cidadão”.

L.M.Cabeço

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[1] Manuel Carvalho, no editorial do Público de 18/06/2020.

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