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Segurança

Vulnerabilidade dos espaços públicos e risco dos polícias

Uma mulher, de 47 anos, foi esfaqueada na manhã desta quarta-feira num posto de abastecimento de combustível em Odivelas.

Em primeiro lugar, não poderíamos deixar de destacar a vulnerabilidade deste tipo de espaços e de outros análogos, os quais estão expostos a incidentes de segurança inesperados e violentos. Em muitos casos não existem planos de segurança, nem tão pouco pessoal afeto à segurança privada ou às Forças de Segurança territorialmente competentes. Por isso, tal como aconteceu neste aqui, em primeiro lugar intervêm os funcionários e por vezes os restantes clientes. Tanto uns como os outros, em regra, não têm formação para lidar com os contornos destas situações.

Daí que seja essencial a intervenção da Força de Segurança territorialmente competente (Guarda Nacional Republicana – GNR e Polícia de Segurança Pública – PSP). Neste caso concreto, a PSP foi alertada e chegou imediatamente ao local, tendo assumido o controlo da ocorrência.

Além da prontidão da resposta, tanto quanto transparece da notícia, a atuação da PSP pautou-se pelo uso da força como última ratio, uma vez que os polícias tentaram dialogar com o autor do ilícito e em face da ameaça existente, um deles recorreu à arma de fogo tendo o disparo atingido um órgão não vital (uma perna)[1]. Desta forma, evitou-se um desfecho fatal.

É neste tipo de ocorrências que se torna ainda mais visível o risco que os elementos das Forças de Segurança correm diariamente no cumprimento da sua missão, o qual não é devidamente compensado. E, ao mesmo tempo, fica também visível um contrassenso, o facto do montante do “suplemento de risco” auferido pelos elementos da PJ que irão tratar dos ulteriores termos do processo ser substancialmente superior ao do efetivo das Forças de Segurança que estão todos os dias na primeira linha da prevenção e do combate aos mais variados tipos de ilícitos, satisfazendo as necessidades de segurança dos cidadãos. 

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Sousa dos Santos

[1] – Agente da PSP que baleou ladrão em Odivelas livre de processo disciplinar. In CM

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