
Os drones com câmaras portáteis constituem uma ferramenta tecnológica fundamental na prevenção dos incêndios florestais. Ao permitirem a deteção precoce, a monitorização contínua e a recolha de informações em tempo real, contribuem para uma resposta mais rápida e eficaz, reduzindo os danos ambientais, económicos e humanos causados pelos incêndios.
A sua utilização complementa os métodos tradicionais de vigilância e representa um importante avanço na proteção das florestas e das populações.
Entre as atribuições específicas da Guarda Nacional Republicana (GNR) incluem-se as seguintes:
- Assegurar o cumprimento das disposições legais e regulamentares referentes à proteção e conservação da natureza e do ambiente, bem como prevenir e investigar os respectivos ilícitos;
- Executar acções de prevenção e de intervenção de primeira linha, em todo o território nacional, em situação de emergência de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes e acidentes graves.
Neste contexto, foi publicado o Despacho n.º 6745/2026 que autoriza a utilização pela GNR, de 28 câmaras portáteis de videovigilância, acopladas em Unmanned Aircraft System (drones), com vista à proteção florestal e deteção de incêndios florestais, até 2 de novembro de 2026.
Mais um passo em frente na “dronização da segurança”. Outros certamente se seguirão.
Manuel Ferreira dos Santos

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