O alerta do comissário europeu da Administração Interna, Magnus Brunner, sobre o recrutamento online de menores por redes criminosas merece toda a nossa atenção.

As redes sociais, os jogos online e as aplicações de mensagens, que fazem parte do quotidiano dos mais jovens, estão também a ser utilizados para aliciar adolescentes para atividades criminosas e, nalguns casos, para crimes violentos.
Este fenómeno mostra como a criminalidade organizada se adapta rapidamente às novas realidades digitais, aproveitando fragilidades, a necessidade de pertença e, muitas vezes, a ausência de supervisão adequada.
A resposta não pode limitar-se à ação das Forças e Serviços de Segurança. É fundamental investir na literacia digital, reforçar a responsabilidade das plataformas tecnológicas e apoiar famílias e escolas na identificação precoce de sinais de risco.
Proteger os menores no ambiente digital é um desafio de segurança, mas sobretudo um dever coletivo de prevenção, educação e cidadania que exige uma cooperação efetiva entre famílias, escolas, empresas e autoridades.
Sousa dos Santos

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