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Segurança

Práticas discriminatórias

Resultado de imagem para polícias agredidos na cova da mouraA Inspeção Geral da Administração Interna, organismo que muito tem contribuído para a credibilização da atividade policial em Portugal, veio a terreiro defender uma formação acrescida em direitos humanos para os polícias que atuam nas zonas urbanas sensíveis (ZUS), vulgo bairros problemáticos, devido às práticas discriminatórias de que são alvos os moradores.

Partindo da velha premissa de que a “violência gera violência”, chegamos a outra “discriminação gera discriminação”. E quem discrimina primeiro? Claro que são alguns dos moradores. E como o fazem? Nomeadamente, com o arremesso de objetos, a tiro, com agressões, com injúrias, coação. E porquê? Porque os polícias são intrusos que se podem intrometer no desenvolvimento de algumas atividades que proliferam naqueles bairros mercê das suas caraterísticas.Wook.pt - Segurança Horizonte 2025

Claro que perante este quadro a atitude policial não pode ser igual à praticada na Avenida da Liberdade, embora devesse sê-lo. Mas não pode, sob pena de os polícias porem em risco a sua própria vida e integridade física. Neste contexto, por vezes surgem conflitos prontamente aproveitados para denegrir a imagem dos agentes policiais, porque o que vende nos media “não é o cão que mordeu na pessoa, mas a pessoa que mordeu no cão”.

Para constatar “in loco” esta realidade, os senhores inspetores e outros ilustres da nossa praça poderiam vestir uma farda da polícia e avançar de “peito aberto” por um desses bairros sem tomarem medidas acrescidas de proteção, ou mesmo sem pistola e bastão. Claro que se o fizessem ainda teriam a vantagem de não terem o machado das inspeções e dos consequentes processos disciplinares e criminais prontos a desabarem-lhe sobre a cabeça.

Parece-me que tanto têm de cumprir o determinado em termos de direito humanos os polícias como a generalidade dos cidadãos (onde se incluem os moradores das ZUS). Ou estes últimos estarão desresponsabilizados nesta matéria?

Como os polícias já têm formação de sobra neste âmbito (basta consultar o seu programa de formação), logo a lacuna estará do outro lado, bem visível nos mais variados aspetos da vivência diária e que começa em casa e nos bancos da escola.

Às vezes é preciso parar, observar e analisar os problemas dos mais variados prismas e não transformar os polícias nos “bodes expiatórios” da sociedade em geral.

J.M.Ferreira

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