I
De forma recorrente encontramos notícias relativas à utilização de armas na prática de ilícitos criminais, nomeadamente em roubos, homicídios, ofensas à integridade física e violência doméstica.
- Junta de freguesia assaltada com armas na mão. In TVI
- Suspeito de violência doméstica tinha várias armas em casa. In JN
- PSP de Lisboa deteve 65 pessoas e apreendeu armas e droga. In NM
- Armas apreendidas pela polícia espanhola pertencem à PSP. In SIC
II
A este propósito é de realçar a publicação do livro “Violência e Armas de Fogo em Portugal”, da autoria de José Manuel Pureza, Tatiana Moura e Rita Santos. Referindo-se na sua apresentação que “Portugal encontra-se estabelecido no imaginário coletivo como um país de brandos costumes. Porém, esta é uma noção irreconciliável com as ondas de pânico pontuais suscitadas pelas diversas ocorrências de violência armada em solo nacional, particularmente em contextos suburbanos. Assim, sucedem-se alternâncias dicotómicas entre uma desvalorização do fenómeno e uma histeria massificada que hiperboliza e mediatiza o número de casos de violência armada em solo nacional”. “Esta obra trata a violência associada à utilização de armas de fogo, em particular, as de pequeno calibre. A grande disseminação e facilidade de acesso a este tipo de armas fora de contextos de guerra transporta a violência para novos espaços. Nestes, as armas de fogo irão adotar outros sentidos que aqui serão objeto de reflexão”.
III
Por fim, não poderíamos deixar de dar nota que em 2016 as autoridades realizaram sete operações de destruição de armas, as quais incidiram sobre cerca de 24 mil armas brancas e de fogo. O número de armas e munições apreendidas em Portugal duplicou em 2016. O acesso a armamento através da internet leva que as autoridades estejam preocupadas com o recurso a armas na prática de crimes, estimando-se que existam para cima de um milhão em situação ilegal no nosso país. Ainda recentemente foram destruídas mais de três mil armas de fogo numa empresa especializada, depois de terem sido apreendidas ou entregues voluntariamente ao Estado pelos seus detentores ou achadores.
L.M.Cabeço

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