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Investigação Criminal, Justiça, Segurança

Narcotráfico galego

Não muito raramente, surgem na imprensa notícias relativas a apreensões de droga e detenções de narcotraficantes na Galiza. De acordo com a CIA, os clãs de traficantes de droga galegos ocupam um lugar cimeiro nas operações de transporte e distribuição de estupefacientes na Europa, sobretudo de cocaína e haxixe, tendo já sido detetadas algumas ramificações na polícia.

Em torno desta temática, Nacho Carretero escreveu um livro intitulado Farinha, onde analisa este fenómeno desde as suas raízes históricas no contrabando do século XIX e XX (e.g. bens de primeira necessidade, tabaco) com Portugal, até aos dias de hoje em que impera o tráfico de estupefacientes, para alguns uma verdadeira narcocultura. Na sua apresentação refere que «para além da sua posição geográfica privilegiada, a Galiza dispunha de todos os ingredientes necessários para se converter numa “nova Sicília”: atraso económico, uma centenária tradição de contrabando (principalmente com Portugal) e um clima de admiração e tolerância em relação a uma cultura criminosa herdada da época dos “inofensivos” e “benfeitores” chefes do tabaco. Os clãs, poderosos e fechados, cresceram num clima de impunidade consolidada graças à apatia e cumplicidade da classe política e forças de segurança».

Este fenómeno, em virtude das mencionadas raízes históricas, também abrange Portugal. Constitui reflexo disso, a detenção, em maio deste ano, de três portugueses na Galiza, na sequência de uma operação conjunta da Polícia Judiciária de Braga e das autoridades policiais espanholas, conseguindo-se desarticular uma rede transnacional de tráfico de heroína a operar entre a Holanda e a Península Ibérica.

Ao que acresce uma outra operação da Diretoria da PJ do Norte, no início de 2018, a qual esteve na origem da detenção de quatro homens, suspeitos da autoria do crime de organização criminosa e tráfico de estupefacientes. Esta rede seria responsável pela introdução em território nacional, através da zona de Valença e Monção, de cocaína proveniente da Galiza.

Pelo que se trata de uma obra indispensável para compreender o fenómeno do narcotráfico galego, ao qual não estamos imunes.

Sousa dos Santos

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