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Segurança, Sinistralidade Rodoviária

Acidentes de viação – o eterno dilema entre a prevenção e repressão

Ao que parece a Guarda Nacional Republicana (GNR) vai intensificar, até dia 19, as ações de sensibilização e de fiscalização rodoviária de controlo da velocidade. Isto porque o excesso de velocidade continua a ser uma das principais causas da sinistralidade rodoviária grave, e o reforço das ações de fiscalização pretende promover uma cultura que resulte em comportamentos mais seguros por parte dos condutores.

Contudo, a sinistralidade rodoviária também está ligada ao mau estado de conservação das estradas, sobretudos das estradas nacionais. Insere-se neste âmbito o encerramento da EN16 na região de Lafões, e a marcha lenta no IC2 em protesto contra a “estrada da vergonha”, entre a Benedita (Leiria) e Aveiras (Lisboa), a qual mobilizou centenas de veículos que assim protestaram contra o mau estado do piso e os constantes acidentes com vítimas mortais que ali ocorrem.Resultado de imagem para acidentes de viação

Concordamos em absoluto com as ações de controlo de velocidade, mas estas têm de ser inseridos num âmbito muito mais alargado. O flagelo da sinistralidade rodoviária tem de começar a ser combatido nos bancos da escola, com ações de sensibilização e mesmo com horas exclusivamente dedicadas a esta temática. A isto, temos de acrescentar a prevenção direcionada para o público em geral (de forma análoga ao que se passa com o tabaco), a manutenção adequada e atempada das rodovias, bem como a diminuição da carga fiscal que limita a renovação do parque automóvel.

Este panorama resulta da existência de uma noção errada, segundo a qual o único responsável por um acidente de viação é condutor através de um comportamento inadequado, quando para a ocorrência do sinistro contribuem o veículo (e o equipamento de que este dispõe), o meio envolvente e a infraestrutura, devendo ser tidos, ainda, em linha de conta os fatores sócio – culturais e ambientais.

Portanto, resolver a questão quase exclusivamente através da vertente repressiva é uma terapêutica inadequada que apenas serve para arrecadar receita, subsistindo o problema de fundo que só se minimizará quando se apostar seriamente na prevenção e noutros aspetos conexos atrás referidos.

Manuel Ferreira dos Santos

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