Anúncios
está a ler...
Justiça, Segurança

Droga – Relatório Europeu 2014

O “Relatório Europeu sobre Drogas 2014” debruça-se sobre as tendências e evoluções a longo prazo sobre a droga Europa, sem descurar os mais recentes problemas relacionados com esta matéria.

Numa síntese constante deste relatório, é dada especial enfase aos seguintes aspetos:

  • Declínio da heroína, mas as substâncias de substituição causam preocupação, o que parece estar associada àdrogas substituição da heroína por outras substâncias, incluindo opiáceos e estimulantes sintéticos.
  • Enquanto do antecedente a heroína estava na génese da maior parte das mortes por overdose devido ao consumo de drogas, agora começam a ser identificadas múltiplas substâncias nesse tipo de ocorrências. A título de exemplo, as taxas excecionalmente elevadas de mortes por overdose de droga notificadas pela Estónia, por exemplo, estão associadas ao consumo de fentanis, uma família de opiáceos sintéticos extremamente potentes.
  • As novas substâncias psicoativas não dão sinais de recuo, dado que com o contínuo lançamento de novas substâncias psicoativas no mercado das drogas, é inevitável a preocupação de que possam não ser detetadas substâncias novas ou obscuras suscetíveis de provocar a morte. Em 2013, foram notificadas através do sistema de alerta rápido da União Europeia 81 novas substâncias psicoativas, elevando para mais de 350 o número de substâncias sob vigilância. Neste âmbito, o Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária vai assinar um protocolo de cooperação com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, para analisar novas substâncias psicoativas, pois estas substâncias vieram colocar um novo desafio pericial, tornando-se necessária a união de esforços e sinergias no seu conhecimento e o controlo.
  • A cannabis aparece envolta em controvérsias, contrastes e contradições, sendo a droga em relação à qual a opinião pública se encontra mais dividida.
  • A produção e oferta de droga assume o papel de atividade principal da criminalidade organizada, estando os grupos criminosos a adotar uma abordagem multiprodutos, mais oportunista e mais interligada. Esta mudança de abordagem está patente na transferência dos grupos criminosos historicamente envolvidos no comércio da heroína para o tráfico de cocaína e metanfetaminas na União Europeia, através das rotas utilizadas para a heroína.
  • Finalmente, o mercado europeu dos estimulantes ilícitos afigura-se relativamente estável, continuando a cocaína a ser o estimulante de eleição nos países da Europa ocidental e meridional, enquanto as anfetaminas ocupam a primeira posição nos países da Europa setentrional e oriental. Os indicadores relativos ao consumo da cocaína e das anfetaminas apontam para uma tendência global para a diminuição.

Num apanhado sobre este documento, efetuado pelo jornal Expresso, são apresentados os seguintes números:

  • 3,1 milhões – Adultos europeus (entre os 15 e os 64 anos) que consumiram cocaína em 2013, o estimulante ilícitodrogas2 mais consumido no Velho Continente;
  • 6100 – Mortes por ‘overdose’ registadas na Europa em 2012, na sua maioria ligada aos opiáceos. Menos 400 mortes do que em 2011;
  • 650 – Sítios na internet que vendem novas substâncias psicoativas, frequentemente vendidas como euforizantes legais (“legal highs”) e produzidas com a intenção de imitar os efeitos das drogas controladas;
  • 2050 toneladas – Resina de cannabis (haxixe) e de cannabis herbácea (marijuana) consumidas por ano na Europa, um dos maiores mercados mundiais de consumo desta droga, maioritariamente importada de Marrocos;
  • 18,1 milhões – Europeus que consumiram cannabis em 2013. Destes, 14,6 milhões tinham entre os 15 e os 34 anos. Os especialistas indicam que, de uma forma global, o consumo de cannabis na Europa está a estabilizar ou até mesmo a diminuir, especialmente nas faixas etárias mais jovens.

Por seu turno, a este propósito, o jornal Público salienta o facto de «três das quatro substâncias com “elevada potência e toxicidade” analisadas em Abril pelo comité científico do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência já foram detetadas no mercado português. Só uma delas, o MDPV, associada a 99 mortes, num curto lapso de tempo, a maior parte das quais na Finlândia e no Reino Unido, foi detetada em mais de 70 apreensões feitas nos últimos dois anos em Portugal»

Numa altura em que se começa a pôr em causa os moldes em que o flagelo da droga tem vindo a ser enfrentado, este relatório merece uma leitura atenta por parte das entidades que se dedicam à prevenção e à repressão do fenómeno.

Manuel Ferreira dos Santos
Anúncios

Discussão

Ainda sem comentários.

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Anúncios

WOOK

Anúncios
%d bloggers like this: