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Justiça, Segurança

Fentanil – novos desafios

O consumo de fentanil, um opiáceo sintético, 50 vezes mais potente que a heroína, embora circulem algumasResultado de imagem para fentanyl drug variantes que excedem este patamar, está a assumir proporções verdadeiramente alarmantes, nomeadamente nos Estados Unidos da América e no Canadá, países onde os números de mortes por overdose não param de aumentar.

Pode ser utilizado como medicamento analgésico na área da cirurgia, na terapia da dor grave e persistente, nomeadamente na oncologia. Também, a polícia russa recorreu, em 2002, no caso de um sequestro por parte de um comando terrorista checheno de mais de 700 pessoas num teatro Moscovo, à utilização de gás com fentanil para pôr fim ao incidente, tendo morrido 119 reféns devido à sua inalação.

Este tipo de droga começa a dar sinais de implantação no mercado das drogas em Portugal. Embora, já em 2003 tenha sido desmantelado um laboratório clandestino em Aveiras de Baixo, Azambuja, para a produção, entre outras desta droga, também conhecida por “China White”, “China Girl” ou “China Town”.

Trata-se de um produto potencialmente atrativo e lucrativo para o crime organizado, “um flagelo de dimensão universal, fenómeno complexo e dinâmico, que retira sagazmente benefício das novas tecnologias, da comunicação universal, da economia global e da sociedade plural“. O que mais uma vez nos vem alertar para necessidade de um acompanhamento permanente das novas tendências criminais e dos modus operandi a que estas organizações recorrem. Desde logo, a instalação de laboratórios clandestinos em locais, por vezes, considerados improváveis. Depois, o recurso à darknet para estabelecer circuitos de comercialização. Finalmente, a utilização de serviços de distribuição de encomendas para efetuar o transporte ou mesmo drones, dispensando os tradicionais esquemas de tráfico.

À semelhança do que acontece noutras áreas, também no mundo do crime o “comércio eletrónico” e o recurso às inovações tecnológicas começa-se a impor. Isto constitui um novo desafio à investigação criminal, o qual exige um permanente investimento em meios (e.g. recursos tecnológicos, formação). Igualmente, a legislação deverá acompanhar estas dinâmicas de uma forma mais célere, sendo, ainda, imperioso apostar numa capacidade de prospetiva para antecipar as ameaças e respetivas consequências.

Pedro Murta Castro

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