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Investigação Criminal, Saúde, Segurança

Festivais de verão – o lado oculto

Tal como as colheitas, o Natal, a passagem de ano, a Páscoa, as férias na neve, no campo ou na praia, sobretudo para os mais jovens, os festivais de primavera/verão fazem parte do ciclo anual que por isso vão saltando de localidade em localidade até que chega setembro e com ele o fim desta digressão.

Em 2017, Óscar Afonso escreveu um artigo de opinião no Público, onde, a partir de uma dissertação de mestrado de Roberto Yvon Arnone, se debruçou sobre “o lado oculto dos festivais de verão”. Segundo ele, cerca de 150 iniciativas que movimentam valores na ordem dos 100 milhões de euros.

Contudo, nestes eventos, segundo Óscar Afonso “a música, as conversas e o bom ambiente escondem, pois, um lado apócrifo, arcano e viciante de modo que, no seu lado recôndito, a delinquência está presente”, levantando-se diversas questões relacionadas com o consumo excessivo de álcool, consumo e tráfico de estupefacientes, os sistemas sanitários com más condições de salubridade e sem higiene, confrontos físicos, assaltos, furtos, roubos, tentativas de violação, assédio sexual, prostituição, fugas ao fisco, branqueamento de capitais, infrações a normas económico-alimentares por falta de higiene e outros delitos.

Recentemente, Roberto Yvon Arnone, tendo como lastro a sua dissertação de mestrado, publicou um livro intitulado “o lado oculto dos festivais de verão. Um tipo de eventos potenciador de um forte agrupamento de pessoas, nacionais e estrangeiras, que apresentam maior vulnerabilidade a ações perversas de grupos, e o aumento, de modo geral, das atividades de criminosos.

A título meramente ilustrativo, é de referir que no verão passado, em Ponte de Sor, num desses eventos a GNR deteve 29 pessoas de várias localidades por suspeitas de tráfico de droga e apreendeu uma quantidade significativa de produtos estupefacientes, o mesmo sucedendo, na mesma altura, num outro festival em Idanha-a-Nova.

Uma obra de referência para as diversas entidades (públicas e privadas) que têm de lidar com este tipo de fenómeno, o qual como escreveu Óscar Afonso exige um trabalho conjunto, responsável e sério, de modo a erradicar ou diminuir significativamente o (risco de) crime.

J.M.Ferreira

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