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Saúde, Segurança

Segurança e saúde

segcieforA questão do acesso aos fármacos inovadores no tratamento de determinado tipo de doenças (v.g. oncológicas) continua a subir de tom. De acordo com a Ordem dos Médicos, os entraves colocados neste domínio pelo Infarmed poderão colocar os doentes em risco, pelo que não se descarta o recurso à via judicial em determinadas situações relacionadas com decisões erradas que coloquem em risco a vida dos doentes.

Por sua vez, ainda no âmbito da saúde, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde, os hospitais portugueses registaram, nos últimos dois anos, uma média anual de oito mil quedas de doentes, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), que apontam para uma redução dos números relativamente a 2016. Acresce que nos caso dos acidentes rodoviários a diferença entre as mortes no local e as ocorridas nos 30 dias seguintes atingiu, no ano passado, o valor mais alto da década.

Mas o campo de ação onde a segurança, ou seja “o estado de tranquilidade ou de confiança que resulta da ausência de risco, perigo ou perturbação[1]”, se entrecruza com a saúde é bastante abrangente. Ainda no mês passado, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, um incêndio, supostamente com origem num gerador de apoio, provocou duas intoxicações em funcionários e obrigou à evacuação de parte das instalações. Mas além de ser abrangente, não está circunscrito às fronteiras nacionais, porque recentemente, ocorreu um sinistro da mesma natureza num hospital alemão que provocou um morto e 19 feridos.

Como refere Cátia Rosa, “as organizações de saúde devem desenvolver uma cultura de segurança de tal forma que os processos da organização e os seus profissionais de saúde estejam empenhados em melhorar a fiabilidade e a segurança dos cuidados aos doentes. A segurança deve ser uma meta organizacional explícita, demonstrada por uma administração forte e pelo envolvimento da gestão, da liderança e da governação clínica”. Por vezes, esta vertente é descurada gerando um sentimento de insegurança em relação à forma como o direito à saúde é assegurado que urge erradicar pelos efeitos nefastos que potencia.

J.M.Ferreira

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[1] SILVA, Eurico João, Conferências da IGAI Ano 2002/2003, Lisboa, 2004, p. 39.

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