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Catástrofes, Defesa, forças de segurança, Relações Internacionais, Segurança

Reflexos

1. No plano internacional continuam as hostilidades na Ucrânia, com a Rússia a alertar para o “perigo real” de uma III Guerra Mundial e a tentar neutralizar o envio de armas para o território ucraniano. Ao mesmo tempo, os EUA pretendem ver uma Rússia enfraquecida e para tal reforçam o apoio à Ucrânia que encetou ataques de guerrilha em solo russo. Por seu turno, na vizinha Moldávia começa a sentir-se alguma agitação na Transnístria, onde foram sentidas explosões, estando a Suécia e a Finlândia em marcha acelerada para entrar na OTAN. Tudo isto, no momento em que António Guterres, Secretário Geral da ONU visita Moscovo, seguindo depois para Kiev, para tentar encontrar um caminho para a paz e no seu melhor estilo pediu um cessar fogo “assim que possível”

Enquanto sanção a sanção o Ocidente vai tentando encurralar a Rússia e os seus oligarcas, Putin lança os seus tentáculos sobre os recursos naturais africanos aproveitando o facto do mundo estar focado na Ucrânia, recorrendo para o efeito a companhias privadas militares e à desinformação em rede para afetar os interesses estratégicos europeus neste continente.

Tudo reflexos de uma Europa adormecida e amolecida durante décadas.

2. Por cá, estão quase a fazer quatro anos sobre a tragédia de Borba. Através de uma notícia do Público, ficámos a saber que a Direcção-Geral de Energia e Geologia só tem 25 funcionários para fiscalizar as mais de duas mil pedreiras existentes no país, sendo que, destes, nove são colaboradores com contrato de avença. No âmbito da Operação Semana Anti-Contrafação realizada em feiras, mercados, estabelecimentos comerciais e outros espaços, a PSP deteve 92 pessoas e apreendeu 22.170 artigos entre os dias 18 e 24. Porque a velocidade causa um terço de todos os acidentes mortais e 50% das infrações, a GNR e a PSP lançam campanha que alerta para “os riscos da condução em excesso de velocidade”. Ainda no âmbito da segurança rodoviária, o Expresso dá-nos nota que cerca de 44 mil pessoas não renovaram a carta de condução em 2021

No rescaldo das comemorações do 25 Abril, Vitor de Matos, no Expresso refere que  o Presidente da República apelou ao investimento em Defesa, no sentido de serem os próprios portugueses a exigirem isso ao poder político em nome da segurança. Mas não mencionou sequer um dos problemas das Forças Armadas, como falta de efetivos, degradação de equipamentos ou falta de operacionalidade. Também omitiu a meta da NATO para os 2% do PIB em despesas militares, não falou dos novos conceitos estratégicos e não deixou passar nenhuma opinião sobre a sua visão de futuro quanto à Defesa Nacional”.

3. Reflexos de um país (citando Raquel Abecasis no Observador) com uma zona económica exclusiva com uma área maior do que a Índia, completamente inexplorada, mas sem  uma estratégia, um objetivo, uma meta, um caminho que mobilize os portugueses, daí que não seja de estranhar que os países de leste que  integraram a União Europeia apenas em 2004, nos tenham ultrapassado no ranking do PIB per capita.

Sousa dos Santos

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