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Segurança, Sinistralidade Rodoviária

Segurança rodoviária – ausência de terapia adequada

Mais uma vez é tempo de balanço em termos de segurança rodoviária. Segundo os últimos dados disponíveis, durante a operação Ano Novo da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram registados oito mortos (5 condutores, 2 passageiros e 1 peão) e 25 feridos graves. O número de mortos é o dobro de 2017. Na área de jurisdição da Polícia de Segurança Pública (PSP), no período de 14 a 01 de janeiro, ocorreram 3.063 acidentes (mais cinco do que no período homólogo do ano passado), dos quais resultaram duas vítimas mortais (menos seis), 37 feridos graves (menos 12) e 942 feridos ligeiros (mais 72).

Um conjunto de imagens divulgadas pela GNR, juntamente com o número de condutores detetados a conduzir com excesso de álcool, em excesso de velocidade e a utilizar o telemóvel é esclarecedor em relação à génese de uma parte significativa destas situações. Isto porque estes acidentes rodoviários estão relacionados com uma multiplicidade de fatores, tais como: o comportamento do condutor, o veículo (e o equipamento de que este dispõe), o meio envolvente e a infraestrutura, devem ser tidos, ainda, em linha de conta os fatores sócio – culturais e ambientais[1].

Tal como mencionámos em relação a Borba, também nesta área confia-se demasiado na sorte, e não se aposta na prevenção, opinião perfilhada por  António Galamba num artigo de opinião: “o anunciado desastre das estradas portuguesas”. Nesse artigo, há um parágrafo onde se sintetiza bem o caos que se vive neste momento: desinvestimento em prevenção, degradação das infraestruturas rodoviárias e relaxamento nas operações de manutenção dos veículos, para perceber que um acréscimo de circulação e de consumo resultariam num aumento da sinistralidade e da mortalidade decorrente dos acidentes rodoviários. O que vai ao encontro dos fatores atrás elencados, e daquilo que afirmou Carlos Barbosa a propósito da operação Natal Tranquilo que de tranquila  teve  o nome.

O diagnóstico, tal como noutras áreas, está feito, resta saber quando se aplica a terapia adequada.

Sousa dos Santos

______________________________

[1] Sobre este assunto merece especial referência, Leal, António José Pereira, Estudos de Direito e Segurança (coordenação de Jorge Bacelar Gouveia), Almedina, Coimbra, 2012, p. 35 e ss.

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