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forças de segurança, Justiça, Segurança

Idosos e segurança

De acordo com os dados do INE, durante o ano de 2019, em Portugal, registaram-se 87 000 nados-vivos e 112 253 óbitos. O número de nados-vivos de mães residentes em Portugal foi 86 557, menos 0,5% em relação a 2018. O número de óbitos de residentes em Portugal foi 111 757, menos 1,1% que em 2018. O saldo natural manteve-se negativo (-25 200), ainda que menor por comparação com o ano anterior em resultado da diminuição do número de óbitos ter sido superior à redução do número de nados-vivos.

Além disso, através da imprensa ficámos a saber que só na região do Algarve, dez idosos morreram sozinhos em casa nas últimas três semanas. Mas como se isso não bastasse, este grupo além de enfrentar outros problemas (v.g. pobreza energética, maus tratos) constitui um alvo cada vez mais apetecível para os burlões que se apresentam bem vestidos, com uma conversa cativante e alegando trabalhar para uma qualquer instituição conhecida, que vêm fazer um inquérito ou reparar um qualquer equipamento (os álibis são inúmeros). Em média são apresentadas quatro queixas por dia devido à prática deste tipo de ilícito.

Este quadro (com tendência para se agravar tanto no meio rural como no urbano) exige uma cada vez maior atenção por parte da sociedade em geral, das famílias e de outros atores especialmente vocacionados para o efeito, onde se incluem (de uma forma muito particular) as Forças de Segurança através dos programas de policiamento comunitário.

Isto implica investimento e não a criação de grupos de trabalho inúteis, nem manobras de show off para o cidadão consumir à hora de jantar no telejornal ou enquanto lê apressadamente um qualquer jornal na versão papel ou online, transmitindo-se um sentimento de segurança que não corresponde à realidade.

Afinal vivemos num país, onde várias em empresas de entregas de produtos ao domicílio se recusam a entrar em determinados locais, para não serem assaltadas. Em que a Provedoria de Justiça se queixa da falta de meios num documento enviado às Nações Unidas. E, onde alguns sectores começam a fazer, de forma descarada, a apologia da eutanásia apontando-se para o exemplo da Holanda e a discussão que se faz nesse país em torno da pílula do suicídio.

Sousa dos Santos

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