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Ciências Forenses, Investigação Criminal, Justiça, Segurança

Respostas públicas

As grandes urbes, nomeadamente Lisboa e o Porto são locais profundamente apetecíveis para os “carteiristas” meterem em prática os seus conhecimentos altamente especializados. Esta prática tem conhecido um especial incremento na capital e arredores com o aumento do afluxo de turistas. Se em 2016 foi notícia a dona Quina, a carteirista mais velha de Portugal que aos 86 anos foi identificada por suspeitas de furto nas festas de Amarante, agora foi a vez de Aníbal em Lisboa. Este, considerado o carteirista mais antigo de Lisboa, foi preso aos 82 anos, na sequência de um mandado de detenção para cumprimento da pena de 10 meses de prisão efetiva a que foi condenado. Dois casos que vêm comprovar a longevidade dos profissionais do sector, para a qual contribui, de sobremaneira, um quadro legal excessivamente permissivo.Nenhuma descrição de foto disponível.

Há poucos dias o Ministro da Administração Interna referiu que o nosso país foi considerado o 3.º país mais seguro, segundo o Global Peace Index. Contudo, parece haver quem esteja profundamente empenhado em contrariar essa tendência e não hesite em andar aos tiros na via pública. Foi o que aconteceu durante um velório no Bairro da Pasteleira – Porto, cidade onde os moradores andam assustados com o tráfico de droga.

Deve ter sido esta predileção pelas armas que também afetou um rapaz de 15 anos, o qual levou uma arma de airsoft que dispara pequenas bolas de nylon, para uma sala de aula da Escola Secundária Pedro Nunes, na zona da Estrela em Lisboa. Este jovem comprou três armas deste género em plataformas online, através de contas dos pais. O que mais uma vez vem levantar a questão da utilização descontrolada das redes sociais e plataformas por crianças e adolescentes, e ao mesmo tempo a relativa facilidade com que se pode aceder a este e a outro tipo de armas.

Tal como negou que tenha aumentado o número de polícias agredidos entre 2017 e 2018 (números do RASI), o Ministro da Administração Interna contestou a  existência de problemas com os fardamentos da Polícia de Segurança Pública (PSP), declarando ainda que está em discussão o futuro quadro remuneratório dos agentes desta força de segurança. De negação em negação, acena-se com promessas esperando que os dias passem até às próximas eleições, e depois logo se verá.

Esta polícia deteve recentemente seis homens por violência doméstica. Convém frisar que a violência doméstica já matou 17 mulheres desde o início do ano. Ainda neste âmbito, o Relatório da comissão multidisciplinar sobre violência doméstica que devia ter sido entregue a 7 de Junho, “ainda está a ser ultimado”, sendo este documento disponibilizado na internet assim que for recebido, o que permitirá “conhecer melhor a realidade” e “melhorar as respostas públicas”. Por falar em respostas públicas, uma vítima deste flagelo pediu ajuda à Segurança Social, sendo-lhe dito que fizesse marcação. Um problema demasiado grave que não se compadece com “adiamentos”.

Por fim, o Supremo Tribunal de Justiça manteve as penas de 25 anos de prisão a cinco dos arguidos do processo “Máfia de Braga” e reduziu de 23 para 19 anos de cadeia a pena de um sexto arguido. Desta vez a justiça tardou, mas não falhou.

L.M.Cabeço

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