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Press Center 08-01-2026

08-01-2026

O panorama noticioso, reunido no Press Center, revela um mundo marcado por tensões geopolíticas crescentes, fragilidades estruturais nos serviços públicos e uma sucessão de episódios de violência e crise social, tanto em Portugal como no plano internacional.

No contexto interno, destaca-se a pressão extrema sobre o sistema de emergência médica. Várias mortes enquanto se aguardava socorro, sobretudo na Margem Sul e no Algarve, expuseram falhas graves na articulação entre o INEM e os bombeiros, agravadas por alterações controversas ao modelo de triagem. Auditorias, inquéritos do Ministério Público e críticas da Ordem dos Médicos refletem um consenso inquietante: o SNS atravessa uma crise estrutural, com falta de ambulâncias, atrasos no socorro e desgaste dos profissionais. Paralelamente, incêndios urbanos e florestais continuam a marcar a atualidade, num país onde 2025 foi já o segundo pior ano da década em área ardida.

A criminalidade e a insegurança também ganham relevo, com destaque para crimes violentos, tentativas de homicídio, assaltos armados e casos de corrupção ou fraude económica, investigados pela PJ e pela GNR. Estes episódios convivem com debates sobre justiça, transparência institucional e confiança democrática.

No plano internacional, a Venezuela surge como epicentro da atual desordem global. A intervenção dos EUA, impulsionada pela doutrina de Donald Trump, reacendeu críticas ao “regresso dos impérios”, dividiu aliados europeus e aproximou Washington de práticas que antes condenava. A repressão interna venezuelana, a libertação seletiva de presos políticos e o controlo do petróleo ilustram um país sob tutela de facto. Em paralelo, a guerra na Ucrânia mantém-se sem perspetiva de desfecho, com ataques russos a infraestruturas civis e alertas de que uma derrota de Kiev teria custos incomportáveis para a Europa.

A instabilidade estende-se ao Médio Oriente, do Iémen ao Irão, e ao Ártico, onde a Gronelândia emerge como novo foco estratégico, alvo de interesse dos EUA, da Rússia e da China, gerando desconforto em Paris, Berlim e Bruxelas. Este cenário reforça a perceção de um enfraquecimento do multilateralismo e de instituições como a ONU e a NATO, perante uma ordem internacional cada vez mais baseada na força.

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J.M.Ferreira

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