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Press Center 22-01-2026

22-01-2026

Entre a confusão geográfica e a crispação geopolítica, o dia informativo ficou marcado por uma sucessão de sinais de instabilidade global e de inquietação interna. Donald Trump voltou a dominar o noticiário internacional ao confundir a Gronelândia com a Islândia e ao insistir numa agenda própria para o Ártico, criando fricções com a Dinamarca, a União Europeia e até com aliados da NATO. A criação de um “Conselho da Paz” sem representação europeia e as declarações erráticas sobre soberania e custos históricos expuseram uma estratégia externa norte-americana cada vez mais unilateral, enquanto líderes europeus tentam projetar unidade face a uma ameaça que já não vem apenas de Moscovo ou Pequim.

No Leste europeu, apesar de novos ataques russos e de uma vaga de drones, Volodymyr Zelensky garante que o acordo de paz com a Rússia está “na última milha”, ainda que admita desconfiança quanto às intenções do Kremlin. Os Estados Unidos dizem que falta resolver apenas um ponto essencial, mas o terreno continua a falar mais alto do que a diplomacia. Em paralelo, Gaza permanece no centro de propostas controversas, com Washington a defender um plano urbanístico condicionado ao desarmamento do Hamas.

Em Portugal, o retrato é de contrastes. Os crimes violentos e graves diminuíram, mas multiplicam-se os casos de violência extrema, abusos, redes criminosas e polémicas nas forças de segurança, incluindo o uso de tortura numa esquadra da PSP e a necessidade de maior controlo interno, reconhecida pela própria ministra da Administração Interna. A aquisição de oito mil bodycams surge como resposta, ainda que tardia, a um problema estrutural de confiança.

A agenda interna ficou também marcada pela mudança no ensino da condução, com a possibilidade de aprender com tutores familiares, que gerou forte contestação das escolas, e pela reabertura de dúvidas em torno da morte de um administrador português em Moçambique, um caso envolto em versões contraditórias e suspeitas persistentes.

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J.M.Ferreira

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