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Ambiente, Catástrofes, Ciências Forenses, Cibersegurança, Defesa, droga, Forças Armadas, forças de segurança, geopolítica, informações, Inteligência Artificial, Investigação Criminal, Justiça, Proteção Civil, Relações Internacionais, Saúde, Segurança

A semana – tempos de transição

1.A semana de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026 [1] ficou profundamente marcada por um clima de instabilidade, tanto no plano nacional como internacional, revelando que a transição de ano ocorreu sob o signo da insegurança, da pressão social e de fortes tensões geopolíticas.

2.Em Portugal, o período festivo voltou a evidenciar problemas estruturais persistentes e um conjunto de desafios associados. As operações de Ano Novo da Guarda Nacional Republicana  (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP) registaram centenas de detenções por condução sob o efeito do álcool, uma sinistralidade rodoviária elevada e um número preocupante de vítimas mortais. Paralelamente, a criminalidade violenta, a violência doméstica e os crimes em centros urbanos dominaram a agenda mediática, a par de investigações por tráfico de droga, fraude e posse de armas ilegais. O sistema nacional de saúde enfrentou igualmente dificuldades acrescidas, com o aumento dos casos de gripe e excesso de mortalidade entre os mais idosos, agravados por uma vaga de frio intenso.

3.No plano institucional, ganharam destaque críticas à gestão de infraestruturas críticas, como aeroportos e controlos fronteiriços, bem como debates em torno de alterações legislativas na área da segurança e da imigração, algumas das quais levantaram reservas jurídicas relevantes.

4.Internacionalmente, a semana ficou definitivamente marcada pela captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, um acontecimento sem precedentes que colocou a Venezuela no centro da atenção mundial. A operação desencadeou uma crise diplomática global, dividindo aliados e rivais, reacendendo o debate sobre soberania, direito internacional e intervenção militar, provocando, ao mesmo tempo, receios de instabilidade regional. Paralelamente, mantiveram-se os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como as tensões no Pacífico e sinais de rearmamento noutras regiões estratégicas.

5.No seu conjunto, esta semana revelou um início de 2026 marcado por fragilidades internas e por um cenário internacional volátil, em que a segurança, rodoviária, social, sanitária e geopolítica, se afirmou como uma das principais preocupações das sociedades e dos Estados.

Sousa dos Santos

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