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Press Center 26-06-2026

26-06-2026

A tragédia provocada pelos sismos na Venezuela, com centenas de mortos, dezenas de desaparecidos e uma significativa comunidade portuguesa afetada, voltou a expor a vulnerabilidade das sociedades perante fenómenos naturais extremos e a limitada capacidade de resposta de sistemas de saúde e proteção civil já pressionados. Ao mesmo tempo, o eventual controlo do estreito de Ormuz pelo Irão ameaça perturbar rotas energéticas globais, enquanto a guerra na Ucrânia continua a alastrar aos setores energético e logístico russos. Na Ásia, a intensificação da corrida tecnológica e militar é evidente: a Coreia do Sul prepara centenas de milhares de operadores de drones, Taiwan reforça a sua capacidade naval e a Coreia do Norte mantém uma retórica de confronto permanente.

Em Portugal, persistem sinais preocupantes sobre a capacidade do Estado em assegurar respostas céleres e eficazes. O prolongado impasse judicial relacionado com os lesados do BES, a crítica interna ao funcionamento do Ministério Público e os alertas da UNICEF sobre falhas na prevenção da violência contra crianças e jovens apontam para dificuldades persistentes na administração da justiça e na proteção dos mais vulneráveis. Simultaneamente, a criminalidade organizada continua a adaptar-se, com Portugal a surgir cada vez mais identificado como porta de entrada da cocaína na Europa, enquanto forças de segurança enfrentam desafios acrescidos no combate ao tráfico, à violência e à corrupção.

Também as alterações climáticas e os riscos ambientais ganham centralidade. A onda de calor que atinge grande parte da Europa, os incêndios florestais e as suspeitas de contaminação associadas à Base das Lajes recordam que a segurança das populações depende hoje tanto da capacidade de resposta a crises imediatas como da prevenção de ameaças de longo prazo.

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J.M.Ferreira

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