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Press Center 13-07-2026

13-07-2026

A possibilidade de uma guerra aberta entre os Estados Unidos e o Irão dominou a agenda noticiosa de 13 de julho. Washington anunciou novos ataques e Donald Trump apresentou os Estados Unidos como futuros “guardiões” do estreito de Ormuz, admitindo a cobrança de uma taxa sobre a carga transportada por aquela rota estratégica. Teerão desvalorizou a ameaça de bloqueio naval, mas avisou que poderá abandonar os entendimentos alcançados caso os norte-americanos não cumpram os compromissos assumidos. O cessar-fogo surge, assim, cada vez mais frágil.

Na Ucrânia, Vladimir Putin voltou a prometer uma vitória militar, enquanto Kiev intensificou os apelos por sistemas de defesa aérea. Nove países aliados avançaram com uma coligação dedicada à proteção contra mísseis balísticos, num contexto de novos ataques russos e ucranianos, vítimas mortais e danos em infraestruturas. Portugal manifestou confiança na aprovação de um novo pacote europeu de sanções contra Moscovo.

As catástrofes naturais e os fenómenos meteorológicos extremos ocuparam igualmente um lugar central. O balanço dos sismos na Venezuela ultrapassou os 4500 mortos, entre os quais 114 cidadãos portugueses ou lusodescendentes. Portugal enviou 8,5 toneladas de medicamentos para apoiar a resposta humanitária. Na Europa, as ondas de calor de junho terão provocado um excesso de mortalidade superior a dez mil pessoas, ao mesmo tempo que grandes incêndios atingiram o sul de Espanha e a região de Paris.

A situação sanitária permanece preocupante em várias regiões. A epidemia de ébola na República Democrática do Congo atingiu 1926 casos confirmados e 702 mortes. No Afeganistão, 3,7 milhões de crianças encontram-se em risco, enquanto um surto de norovírus nas Caldas da Rainha provocou mais de uma centena de intoxicações.

Em Portugal, a atualidade ficou marcada por incêndios florestais, acidentes rodoviários, violência doméstica, criminalidade organizada e burlas. Foram detidos em território nacional suspeitos de integrarem uma rede internacional de fraude informática responsável pelo desvio de 140 milhões de euros. As autoridades alertaram ainda para esquemas mais sofisticados contra clientes de empresas de energia, fraudes bancárias, falsos agentes de autoridade e burlas associadas ao alojamento de férias.

A segurança rodoviária voltou também ao debate, após vários acidentes mortais e a revelação de que cerca de 121 mil veículos circularão sem seguro obrigatório. Nos aeroportos, a PSP garante que os tempos de espera melhoraram, embora persistam dúvidas sobre a eficácia dos controlos e sobre a capacidade de resposta das estruturas de segurança.

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J.M.Ferreira

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