13-08-2026
Em Portugal, a segurança urbana, particularmente em Lisboa, voltou ao centro do debate. A associação que representa comerciantes da Baixa insiste no reforço do policiamento e da videovigilância, enquanto novos episódios alimentam a perceção de insegurança: um homem baleado na Amadora, um assalto à mão armada a uma ourivesaria em Pombal, agressões violentas, uma tentativa de violação em Coimbra e o caso de um suspeito de um tiroteio na Baixa que se encontrava com pena suspensa por tráfico de droga.

É neste contexto que regressa uma velha pergunta: resolve-se a insegurança com mais videovigilância? Ajuda, certamente, sobretudo enquanto instrumento de prevenção, dissuasão e investigação. Mas as câmaras não substituem polícias na rua, investigação criminal, funcionamento eficaz dos tribunais nem execução adequada das penas. E muito menos resolvem sozinhas fenómenos criminais cuja complexidade ultrapassa largamente aquilo que uma câmara consegue observar.
O tráfico de droga constitui um dos exemplos mais evidentes. A Polícia Judiciária desmantelou uma rede que abastecia a região de Lisboa; foram efetuadas novas detenções relacionadas com uma organização que atuava no Algarve; no Porto, a PSP apreendeu dinheiro, uma arma e cerca de mil doses de haxixe. Paralelamente, cinco mulheres foram detidas por suspeitas de burla e branqueamento de capitais.
Mais perturbador é perceber que o problema atravessa também os muros das prisões. A investigação relativa ao abastecimento de droga a quatro estabelecimentos prisionais revelou que um dos suspeitos dirigiria o esquema a partir da própria prisão da Guarda. Não se trata apenas de introduzir estupefacientes num espaço supostamente controlado. Trata-se da capacidade de estruturas criminosas manterem comando, comunicações e circuitos logísticos mesmo depois de alguns dos seus elementos terem sido privados da liberdade.
Também as fronteiras continuam sob pressão. Espanha admite acolher cinco mil dos cerca de oito mil migrantes que permanecem em Ceuta, ao mesmo tempo que reforça medidas destinadas a impedir uma nova entrada massiva. No Aeroporto de Lisboa, uma operação conjunta da PSP e da polícia irlandesa permitiu identificar 206 viagens irregulares. Entretanto, uma antiga funcionária do extinto SEF foi condenada a dez anos de prisão num processo relacionado com a legalização de imigrantes. Migrações, controlo fronteiriço, fraude documental e corrupção voltam assim a cruzar-se num dos setores mais sensíveis da segurança europeia.
No plano internacional, porém, continua a ser a guerra na Ucrânia que oferece o cenário mais dramático. Julho terá sido o mês mais mortífero para civis desde maio de 2022. Um comboio de passageiros voltou a ser atingido por forças russas, enquanto drones ucranianos alcançaram instalações industriais a cerca de 1.200 quilómetros de Moscovo. Kiev procura mais sistemas Patriot, Moscovo acusa a União Europeia de seguir um “caminho muito perigoso” e Ucrânia e Rússia continuam a trocar corpos de vítimas de uma guerra cuja dimensão humana é cada vez mais difícil de dissociar da dimensão estratégica.
E há outros tabuleiros a observar. Taiwan ensaia a resposta a um eventual bloqueio marítimo chinês; a visita de Putin às Curilas reacende a disputa com o Japão; Teerão e Washington trocam ameaças sobre o controlo do Estreito de Ormuz; e o Líbano acusa Israel de destruição sistemática no sul do país. A segurança internacional é hoje marcada menos por crises isoladas do que por múltiplos focos de tensão que coexistem e podem, em determinadas circunstâncias, contaminar-se mutuamente.
A própria natureza acrescenta novas vulnerabilidades. O sismo na Colômbia apresenta um balanço de centenas de mortos. Na costa de Omã, o encalhe de um petroleiro associado à chamada “frota fantasma” russa ameaça provocar uma maré negra numa área ambientalmente protegida. Na Roménia, o baixo caudal do Danúbio obrigou a desligar uma central nuclear. E, em Portugal, a deteção em Guimarães de um mosquito potencialmente transmissor de dengue, chikungunya e zika recorda que segurança e saúde pública estão cada vez mais próximas.
Nem sequer os incêndios deixam de trazer sinais preocupantes. Em Viseu, um jovem de 22 anos foi detido em flagrante por suspeita de atear um incêndio florestal quando, segundo as autoridades, permanecia nas proximidades a observar o combate às chamas. Num verão em que o dispositivo de proteção civil é repetidamente colocado à prova, a componente criminosa continua a exigir investigação, prevenção e capacidade de intervenção rápida.
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- “Maré negra” ameaça costa de Omã após petroleiro da “frota fantasma” russa encalhar em reserva protegida. In SIC
- Abusou sexualmente de adolescente que estava aos seus cuidados. In JN
- Açores proíbem caça ao pombo e feiras com aves devido à doença de Newcastle. In DN
- Amigo da família abusou de menina de 13 anos durante quase um ano. In JN
- Associação reforça alerta para insegurança na Baixa de Lisboa e exige policiamento e videovigilância. In CM
- Ataque russo a comboio ucraniano de passageiros provoca dois mortos. In SIC
- Ataques russos na Ucrânia são cada vez mais brutais e indiscriminados. In SIC
- Boeing condenada a pagar 25 milhões de euros em ação civil por desastre de 2019. In DN
- Boeing condenada a pagar 25 milhões de euros em ação civil por desastre de 2019. In SIC
- Casal espanca e rouba ‘ex’ da suspeita em Lisboa. In CM
- Cinco mortos em Sebastopol durante desativação de engenho explosivo após ataque de drones. In Expresso
- Da prisão da Guarda, recluso liderava suspeitos de esquema de tráfico de droga. In SIC
- Detetado no concelho de Guimarães mosquito que pode transmitir Dengue, Chikungunya e Zika. In SIC
- Detidas cinco mulheres por crimes que originaram lucros ilícitos superiores a 100 mil euros. In DN
- Detido jovem de 22 anos suspeito de provocar incêndio em Viseu. In SIC
- Detido na posse de um punhal em Paços de Ferreira. In CM
- Detidos em Albufeira mais dois suspeitos de integrarem rede de tráfico no Algarve. In SIC
- Drones ucranianos atacam alvos industriais a 1.200 quilómetros de Moscovo. In SIC
- Esfaqueou chefe na barriga com faca de desossar carnes. In JN
- Espanca ex-marido da namorada e rouba-lhe a casa. In JN
- Espanha admite acolher 5 mil dos 8 mil migrantes que permanecem em Ceuta. In SIC
- Espanha toma medidas para impedir (nova) ameaça de entrada de migrantes em Ceuta. In SIC
- Estava a assistir ao combate e tinha dois isqueiros. Homem detido em flagrante por incêndio florestal em Viseu. In Expresso
- EUA contra atos de colonos israelitas “terroristas” na Cisjordânia . In DN
- EUA desmantelam rede de casamentos falsos que envolvia militares. In SIC
- EUA. Marines tentam lançar-se ao mar após 9 meses a bordo. In Observador
- GNR apreende 77 pares de calçado contrafeito em Felgueiras. In JN
- GNR realizou mais de 400 operações de proteção e socorro em áreas de montanha desde 2024. In DN
- Gronelândia trava petrolífera ligada a Trump e adia perfurações no Árctico. In Expresso
- Grupo assalta ourivesaria em Pombal à mão armada. In JN
- Homem baleado nas duas pernas na Amadora. In CM
- Homem de 22 anos suspeito de ter ateado fogo em Viseu. In CM
- Homem tenta violar mulher nas imediações de escola em Coimbra. In CM
- Insegurança em Lisboa resolve-se com mais videovigilância? In Observador
- Jovem de 15 anos suspeito de matar a mãe em Algés. In DN
- Jovem militar da GNR morre num acidente violento em Valongo. In CM
- Julho foi o mês mais mortífero para civis na Ucrânia desde maio de 2022. In SIC
- Legalização de imigrantes: ex-funcionária do extinto SEF condenada a 10 anos de prisão. In SIC
- Líbano acusa Israel de destruição “sistemática” no país. In Observador
- Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar caso dos portugueses detidos na Malásia por tráfico de droga. In CM
- Morte de Odair. Norma secreta da PSP admite disparo sobre pessoas desarmadas . In DN
- O que são as ilhas Curilas e por que são disputadas por Rússia e Japão . In DN
- Objeto suspeito em linha ferroviária na Alemanha não continha explosivos. In SIC
- Os ‘históricos’ da Rua Augusta e a “impunidade” nesta emblemática artéria de Lisboa . In DN
- Pelo menos 819 pessoas fogem de aldeia em Cabo Delgado, Moçambique, após ataques. In Expresso
- PJ desmantela rede de droga que abastecia a região de Lisboa. In JN
- PJ detém cinco mulheres suspeitas de burla e branqueamento de capitais. In SIC
- Português encontrado sem vida na Croácia. In SIC
- Profissionais do INEM ameaçam com greves em protesto contra novo modelo do dispositivo de emergência. In SIC
- PSP apreende mais de dez mil euros, uma pistola e mil doses de haxixe em Ramalde. In JN
- PSP defende criminalização da venda de louro prensado como droga. In JN
- PSP e polícia irlandesa detetam 206 viagens irregulares no Aeroporto de Lisboa. In CM
- Quando as armas se calarem: a Ucrânia após a guerra. In Observador
- Roménia desliga central nuclear devido a caudal do Danúbio. In Observador
- Rússia acusa UE de escolher “um caminho muito perigoso”. In DN
- Rússia atacou comboio ucraniano e causou pelo menos 8 mortes. In Observador
- Sismo na Colômbia: último balanço aponta para 265 mortos. In SIC
- Suspeito de tiro na Baixa de Lisboa estava com pena suspensa por tráfico. In CM
- Taipé faz simulacro contra possível bloqueio marítimo chinês. In Observador
- Teerão e Washington no meio de guerra de palavras sobre quem controla Ormuz . In DN
- Tenta matar tio que lhe tirou chaves do carro para não conduzir bêbado. In JN
- Tentaram fugir pelos telhados e acabaram no hospital. PJ detém dois suspeitos de grupo criminoso em Albufeira. In Expresso
- Três detidos e 10 mil euros apreendidos em ação de combate ao tráfico de droga no Porto. In CM
- Trio detido por sequestrar homem para ficar com o carro. Deram-lhe droga em troca. In JN
- Ucrânia e Rússia realizam nova troca de corpos de vítimas da guerra. In Expresso
- Um morto e vários feridos em explosão no porto de Roterdão. In SIC
- Viagem secreta de Trump: Israel alertou EUA sobre alegada ameaça iraniana. In SIC
- Visita de Putin às Curilas reacende disputa territorial com o Japão. In DN
- Zelensky apela aos EUA que lhe venda entre 5% e 10% dos mísseis Patriot. In Expresso
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J.M.Ferreira

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