11-09-2026
Vinte e cinco anos depois dos atentados de 11 de Setembro, a principal lição talvez seja esta: a ameaça não desapareceu, apenas mudou de forma. O terrorismo jihadista continua presente, com o Afeganistão dos talibãs novamente apontado como ambiente permissivo para a Al-Qaeda, mas o mapa da insegurança tornou-se entretanto muito mais vasto.

A notícia de que aliados da NATO terão impedido uma operação russa destinada a sabotar um cabo submarino mostra até que ponto a fronteira entre guerra e paz se tornou difusa. À sabotagem e à espionagem juntam-se agora operações digitais e campanhas apoiadas por inteligência artificial, como as que a Anthropic diz ter identificado ligadas à Rússia e à China. A segurança europeia deixou, por isso, de poder ser pensada apenas em termos de fronteiras, tropas ou armamento. Redes de telecomunicações, sistemas informáticos, cabos submarinos e informação são também território estratégico.
A guerra na Ucrânia continua, entretanto, a recordar que a ameaça convencional não desapareceu. Novos ataques russos provocaram mortos e dezenas de feridos, enquanto Bruxelas aprovou mais 6,1 mil milhões de euros para reforçar a defesa aérea e antimíssil ucraniana. A Europa procura adaptar-se a uma realidade em que defesa militar, resiliência das infraestruturas e proteção contra ameaças híbridas deixaram de ser assuntos separados.
Em Portugal, porém, há sinais de outra ameaça que merece crescente atenção: o uso da costa por redes criminosas. A apreensão, em Quarteira, de uma embarcação de alta velocidade e de 7.275 litros de gasolina, o aparecimento de duas lanchas suspeitas na costa e a detenção de um tripulante de uma embarcação que encalhou em Moledo reforçam um padrão que já não deve ser tratado como mera sucessão de episódios isolados.
As embarcações rápidas, os grandes volumes de combustível e a dispersão geográfica das ocorrências sugerem uma capacidade logística que exige vigilância marítima, investigação criminal e cooperação internacional continuadas. O narcotráfico procura rotas alternativas, testa vulnerabilidades e adapta-se mais rapidamente do que muitas estruturas públicas. O desafio consiste precisamente em perceber a rede antes que cada ocorrência seja reduzida a um caso policial independente.
Também no interior das instituições surgem sinais de pressão. A falta de peritos informáticos está a atrasar investigações de cibercrime, precisamente quando a criminalidade digital ganha dimensão e sofisticação. Ao mesmo tempo, o Ministério Público congelou 573 milhões de euros em bens associados a crimes económico-financeiros, demonstrando a dimensão patrimonial que certas investigações atingiram.
A justiça e as Forças de Segurança enfrentam, igualmente, escrutínio interno. O julgamento dos polícias da esquadra do Rato acusados de tortura começou à porta fechada, enquanto uma decisão do Supremo travou a expulsão de um cadete da PSP por publicações consideradas homofóbicas e nacionalistas. São processos distintos, mas ambos colocam questões sensíveis sobre disciplina, responsabilidade individual, direitos fundamentais e confiança nas instituições.
Há ainda problemas cuja repetição ameaça transformá-los em normalidade. Os guardas prisionais continuam à espera de compromissos governamentais, enquanto se prepara o encerramento progressivo da cadeia de Lisboa. E, no combate aos incêndios rurais, regressa uma crítica demasiado conhecida: os especialistas produzem relatórios, identificam falhas e apresentam recomendações, mas a execução política nem sempre acompanha o diagnóstico técnico.
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- 11 de Setembro: passados 25 anos, talibãs continuam a proporcionar à Al-Qaeda o ambiente permissivo que levou aos atentados. In Expresso
- 11 de Setembro: um dia que ainda não acabou. In Público
- A IA e o fim da humanidade e 25 anos do 11 de Setembro. In Observador
- Advogada diz que polícias do Rato acusados de tortura vão “colaborar com o tribunal”. In JN
- Aliados da NATO evitam plano russo de sabotagem de cabo submarino. In Expresso
- ANAREC acusa Governo de “ganhar dinheiro com os combustíveis” e pede mais fiscalização na fronteira. In Sol
- Anthropic diz ter detetado e interrompido campanhas da Rússia e China usando IA. In DN
- Apreendida lancha e 7.275 litros de gasolina em Quarteira. In Observador
- As lições e as réplicas do 11 de Setembro segundo Azeredo Lopes. In RR
- Ataques com drones matam duas pessoas na Rússia, há oito feridos em Kiev. In Público
- Ataques russos fazem pelo menos sete mortos e mais de 70 feridos no leste da Ucrânia. In Expresso
- Autocarro com 45 pessoas capota na Suíça. Pelo menos cinco mortos e 40 feridos. In Sol
- Autoridades chinesas sancionam oito internautas por alegadas publicações enganosas sobre cheias no Nepal. In Expresso
- Bruxelas aprova 6,1 mil milhões de euros para apoiar a defesa aérea e antimíssil da Ucrânia. In DN
- Burlão procurado pelo Uzbequistão detido no Porto. In JN
- Cadeia de Lisboa vai começar a fechar portas em outubro. In CM
- Ceuta. Incêndios destroem 42 tendas de imigrantes . In Observador
- Como evitar que a Inteligência Artificial nos mate a todos?. In Observador
- Denúncia contra cartel de droga trama rede de prostituição. In CM
- Detido um dos tripulantes da lancha que encalhou na praia de Moledo em Caminha. In CM
- Dois detidos após esfaqueamento mortal em Olhão. In CM
- Duas lanchas suspeitas dão à costa numa noite e reforçam alerta para tráfico de droga. In SIC
- Embarcação de pesca naufraga ao largo de Sesimbra. Há um desaparecido. In RR
- Epidemia de Ébola alastra-se a sétima província . In Observador
- Esquadra do Rato. Julgamento decorre à porta fechada. In Observador
- Falta de peritos informáticos atrasa investigações de cibercrime. In JN
- Fogo em Mértola mobiliza 115 operacionais e oito meios aéreos. In CM
- GNR detém homem por tráfico de droga em Sines. In Observador
- GNR inicia Campanha Escola Segura 2026/2027. In Observador
- GNR regista 163 crimes de violência doméstica no 1º semestre. In Observador
- GNR resgatou 13 animais em situação de maus tratos. In Observador
- Guardas prisionais esperam um mês por promessas do Governo. In CM
- Há 25 anos o mundo mudou para sempre com um atentado que veio a definir o século XXI: oiça aqui o podcast assinado por Ricardo Costa. In Expresso
- Houthis assumem controlo de ilha estratégica no estreito de Bab el-Mandeb. In DN
- Incêndio em ferry filipino: buscas por 84 pessoas continuam. In Observador
- Incêndio em habitação deixa mulher de 72 anos desalojada no concelho de Beja. In CM
- Incêndios: políticos deixam arder relatório dos peritos. In Sol
- Insegurança alimentar. El Niño contribui para aumento de 55%. In Observador
- Israel diz ter matado três membros do Hamas. In Observador
- Juíza recusa extinguir crimes de Vale do Lobo. In CM
- Líder do MI5 alerta que o próximo 11 de Setembro pode estar a ser planeado para onde não estamos a olhar. In DN
- Magistrada do STJ venezuelano apela à desobediência contra o regime e Donald Trump. In Público
- Matosinhos. GNR deteve quatro homens por caça ilegal. In Observador
- Ministério Público congelou 573 milhões em bens ligados a crimes económico-financeiros. In JN
- Prevenir o bullying e reintegrar jovens reclusos: os seis projectos que venceram o Prémio Sonae Educação. In Público
- Primeira demissão na crise migratória de Ceuta. In Observador
- Príncipe herdeiro saudita pediu a Trump para atacar houthis. In Observador
- Rato. Um dos polícias já começou a prestar declarações. In Observador
- RDCongo: mortos devido ao Ébola ultrapassa os 3.300. In Observador
- Reconstrução no Nepal terá um custo superior a 4,1 mil milhões de euros. In DN
- Rússia já importa combustível da Coreia do Sul e da Turquia devido aos ataques da Ucrânia. In DN
- Rutte: aliados continuam ao lado dos EUA tal como em 2001. In Observador
- Supremo trava expulsão de cadete da PSP por publicações homofóbicas e nacionalistas. In CM
- Trump diz que não se arrepende da guerra com o Irão. In Observador
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J.M.Ferreira

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