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Press Center 22-09-2026

22-09-2026

Em Portalegre, dezasseis formandos da GNR necessitaram de assistência médica, enquanto persistem divergências sobre a resolução da praga de percevejos no Centro de Formação. A associação profissional denuncia a continuidade do problema; a instituição assegura ter cumprido escrupulosamente os procedimentos de desinfestação. Importa apurar os factos e as responsabilidades. Mas há uma questão que não admite relativizações: quem se prepara para servir o Estado e proteger os cidadãos tem direito a condições dignas. A exigência não pode começar no juramento de bandeira e terminar à porta das instalações onde se formam os militares.

Entretanto, os incêndios continuam a ameaçar populações, a obrigar a evacuações e a deixar feridos. Mais de 300 bombeiros voluntários sofreram ferimentos em serviço este ano. São homens e mulheres que arriscam a vida enquanto o país, entre sucessivos verões dramáticos, continua confrontado com fragilidades que conhece demasiado bem. A coragem dos bombeiros não pode servir de compensação permanente para aquilo que falta fazer.

Na criminalidade, o retrato não é menos preocupante. Uma escola de Almada foi assaltada nove vezes em menos de dois meses, acumulando prejuízos superiores a dez mil euros. Em Viseu, uma operação da GNR detetou quase 50 infrações no transporte escolar. Pelo país, sucedem-se notícias de violência, burlas e tráfico de droga. Ocorrências diferentes, certamente, mas que recordam uma obrigação comum: garantir que a segurança dos cidadãos não depende da sorte, da resignação ou da capacidade individual de suportar as consequências.

E, enquanto Portugal enfrenta estes problemas, o mundo torna-se mais instável. A guerra híbrida, a tensão no Médio Oriente, as ameaças à navegação internacional e o reforço militar no Ártico confirmam que a segurança deixou de poder ser pensada exclusivamente dentro das fronteiras nacionais. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, as divergências entre as grandes potências voltaram a evidenciar as dificuldades de uma ordem internacional cada vez mais pressionada.

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J.M.Ferreira

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