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Press Center 03-05-2025

03-05-2025

Resumo áudio

1.Relativamente ao Press Center de 03/05/2025, a nossa primeira nota vai para as burlas nos acidentes com automóveis. Os burlões acusam outro condutor de ter provocado danos na viatura durante alegadas “manobras de estacionamento”. Como alvos escolhem sobretudo cidadãos idosos ou mais vulneráveis, aos quais exigem o pagamento imediato dos danos. Se analisarmos a imprensa encontramos muitas referências a este tipo de ocorrência. Nas zonas a cargo da Polícia de Segurança Pública (PSP) até ao início deste mês foram registadas 111 denúncias. Também a Guarda Nacional Republicana (GNR) tem vindo a alertar para esta modalidade de burla, dando nota de vários casos e do procedimento a adotar.

Tal como já escrevemos, não restam dúvidas que os burlões têm uma grande criatividade, estando constantemente a inovar a adaptar as suas táticas para explorar novas vulnerabilidades e contornar as defesas que vão sendo implementadas.  A sua capacidade de imaginação constitui o aspeto fundamental do seu “sucesso”. Neste caso concreto e para contrariar esta tendência, é necessário manter a calma, não ceder às exigências de pagamentos, contactar de imediato as Forças de Segurança, recolher o máximo de informação (v.g. dados dos autores do ilícito, câmaras de videovigilância), procurar testemunhas e exercer o direito de queixa.

2.Um grupo de 25 indivíduos foi acusado do furto de vários veículos automóveis para posterior desmantelamento e venda das peças. Para o efeito, recorriam a “tecnologia de ponta”Efetivamente o mundo do crime não olha a meios para atingir os seus. Assim, não hesita em lançar mão do progresso tecnológico para a prática de ilícitos criminais. A tecnologia permite uma atuação mais sofisticada, abrangente, eficaz e dificulta a deteção.

Perante este quadro é preciso estar atento a estas tendências e implementar medidas preventivas que obstem à ação dos criminosos e dotar os órgãos de polícia criminal de meios adequados. Em suma, tentar estar à frente do mundo do crime e não correr atrás do prejuízo. 

3.A GNR (Guarda) é uma força de segurança de natureza militar, constituída por militares organizados num corpo especial de tropas e dotada de autonomia administrativa que tem como missão, no âmbito dos sistemas nacionais de segurança e proteção, assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, bem como colaborar na execução da política de defesa nacional, nos termos da Constituição e da lei. O Dia da Guarda é comemorado a 3 de Maio, em evocação da lei que criou a atual instituição nacional, em 1911.

Comemorou hoje o seu 114.º aniversário. Os nossos parabéns. A este propósito, o Presidente da República assinalou esta data referindo que “a história da Guarda é construída, diariamente, pelos seus militares e civis, a quem o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dirige o seu renovado reconhecimento por, em permanente estado de prontidão, guardarem o nosso Portugal”.

No âmbito da sua missão e do seu quadro de atribuições, aproximando-se o 13 de maio, esta Força de Segurança tem em marcha a Operação Fátima, com o objetivo de garantir a segurança dos peregrinos na deslocação para o santuário e durante as celebrações religiosas. Recorrendo às palavras do Presidente da República, mais uma manifestação do zelo pela segurança dos cidadãos que, em Portugal e no Mundo,  confiam na Guarda.

No plano individual, mais um exemplo deste zelo foi a detenção por um militar da GNR fora de serviço de um jovem, de 21 anos, por roubo com recurso a agressão, no concelho do Barreiro. Não podemos perder de vista que o  militar da Guarda está permanentemente disponível para o serviço, ainda que com o sacrifício dos interesses pessoais. Mais um caso que contribui para fortalecer a confiança e o respeito da população, para o prestígio e valorização da Guarda e garantir a segurança dos cidadãos.

4.Por fim, uma sugestão de leitura. O livro “A Guerra de Putin Contra as Mulheres”, da autoria de  Sofi Oksanen. “Um ensaio tremendo sobre a violência do exército russo contra as mulheres, por uma das autoras escandinavas mais premiadas e traduzidas da atualidade”.

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J.M.Ferreira

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