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Press Center 20-01-2026

20-01-2026

O dia ficou marcado por uma sucessão de notícias que desenham um retrato duro do país e do mundo, entre violência, instabilidade geopolítica e alertas globais que não admitem adiamentos.

Em Portugal, a atualidade foi dominada por crimes graves e operações policiais de grande escala. A megaoperação da PJ contra o grupo neonazi 1143 levou à detenção de 37 suspeitos, incluindo um agente da PSP e um militar da Força Aérea, e voltou a colocar Mário Machado no centro do debate sobre extremismo violento organizado. Em paralelo, os tribunais condenaram vários reincidentes por crimes sexuais, com penas que chegam aos 15 e 16 anos de prisão, enquanto continuam a surgir casos de abusos prolongados sobre menores e de violência doméstica com uso de armas de fogo. Assaltos, incêndios criminosos, rixas com armas brancas e roubos em série reforçam a perceção de pressão constante sobre o sistema de justiça e de segurança.

No plano internacional, a guerra na Ucrânia voltou a intensificar-se, com ataques russos a deixarem Kiev parcialmente sem eletricidade, água e aquecimento, levando Zelensky a apelar para que “o mundo não fique em silêncio”. Mais de 600 mil pessoas terão abandonado a capital ucraniana desde o início do mês. A instabilidade estende-se ao Médio Oriente, com a ONU a considerar ilegal a demolição do seu complexo em Israel, e ao Irão, onde a Amnistia Internacional denuncia a iminente execução de um adolescente detido em protestos, enquanto a União Europeia prepara o endurecimento de sanções.

Donald Trump continua a ser um dos principais catalisadores da tensão global. Entre ameaças de tarifas à Europa, pressões sobre a Gronelândia e declarações erráticas sobre a NATO, líderes europeus como Macron e von der Leyen prometem respostas firmes, enquanto cresce o debate sobre o impacto de um ano de regresso de Trump à Casa Branca, descrito por analistas como um período de “caos imprevisível”.

A tudo isto somam-se sinais preocupantes de crises estruturais. A ONU alerta que 70% dos grandes aquíferos do planeta estão em declínio, apontando para uma verdadeira “falência hídrica” global. Catástrofes naturais, como cheias em África ou incêndios mortais no Chile, e acidentes ferroviários com dezenas de vítimas em Espanha e na Catalunha reforçam a sensação de vulnerabilidade crescente.

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J.M.Ferreira

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