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Press Center 28-01-2026

28-01-2026

A depressão Kristin marcou  a atualidade nacional, num dia dominado pela gestão da emergência e pela tentativa de compreender a dimensão de um fenómeno descrito pelos especialistas como resultado de um “cocktail explosivo” atmosférico. O IPMA garantiu que “o pior já passou”, mas climatologistas alertam que esta não será a última tempestade extrema a atingir Portugal, integrando um “comboio de depressões” que poderá trazer novos episódios de mau tempo.

Leiria surgiu como símbolo do impacto da Kristin: uma cidade mergulhada no silêncio, sem luz, água ou comunicações, com relatos de populações que falam em cenário de guerra. Cinco mortes foram confirmadas, mais de 5.400 ocorrências registadas e cerca de 850 mil pessoas ficaram sem eletricidade. Estradas cortadas, escolas encerradas, hospitais e infraestruturas públicas danificadas desenham um quadro de pós-catástrofe que, segundo os autarcas, exigirá mais de um ano de recuperação.

Os efeitos estenderam-se de norte a sul do país, da queda de árvores centenárias em Sintra à destruição na Figueira da Foz, Coimbra, Castelo Branco ou Évora, com prejuízos significativos na agricultura, na indústria e nos transportes. A Proteção Civil admite que o número de ocorrências ainda poderá aumentar, enquanto o primeiro-ministro afirma estar concentrado no restabelecimento rápido da normalidade.

Em paralelo, o dia ficou marcado por decisões judiciais de grande impacto — como a condenação a 25 anos de prisão do triplo homicida da barbearia, e por um contexto internacional cada vez mais tenso, com avisos de Donald Trump ao Irão, sinais de desgaste na guerra da Ucrânia e alertas para um mundo em instabilidade crescente. Entre fenómenos extremos e crises políticas, Kristin surge não apenas como uma tempestade histórica, mas como um aviso sobre a vulnerabilidade do país face a um clima em rápida mudança.

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J.M.Ferreira

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