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Press Center 22-02-2026

22-02-2026

O retrato do dia informativo traça um país sob pressão interna e um mundo à beira de novos sobressaltos geopolíticos. Entre casos de criminalidade violenta, desafios à segurança interna e o agravamento das tensões internacionais, a atualidade expõe fragilidades e dilemas que atravessam fronteiras.

No plano nacional, multiplicam-se os episódios que colocam as Forças de Segurança no centro do debate. Desde as dez denúncias de tentativas de violação atribuídas a motoristas de TVDE desde o início de 2025 até à acusação de tortura contra o comandante da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Tavira, passando pela identificação de adeptos após desacatos e detenções por violência doméstica, o panorama revela um ambiente de crescente tensão social. Também a Polícia Judiciária (PJ) vive um momento de transição, com expectativa em torno da escolha de um sucessor interno para a direção, num contexto em que Lisboa reclama reforço policial.

Os maus-tratos a animais emergem como outra ferida exposta. Processos judiciais envolvendo a morte de dezenas de cães e gatos em abrigos ilegais e denúncias de acumuladores de animais, cuja realidade será “pior do que o noticiado”, reforçam a percepção de falhas na fiscalização e na proteção animal.

A segurança e a proteção civil estiveram igualmente em destaque. Incêndios em Óbidos e no Bairro Alto obrigaram à evacuação de moradores, enquanto a Força Aérea anunciou reforço de meios para o combate aos fogos. Nos Açores, o aviso vermelho devido a ondulação que pode atingir 19 metros sublinha a vulnerabilidade do território a fenómenos extremos. Ao mesmo tempo, os aeroportos nacionais surgem associados quer a detenções internacionais, quer a rotas usadas por redes de imigração ilegal, numa altura em que operações europeias registam dezenas de recusas de entrada e fraudes documentais.

Na vertente internacional, a guerra na Ucrânia continua a produzir ondas de choque. Explosões em Kiev, encerramentos temporários de aeroportos em Moscovo devido a drones ucranianos e ameaças de corte de eletricidade por parte da Eslováquia ilustram um conflito longe de abrandar. A Hungria promete bloquear novas sanções europeias contra Moscovo, enquanto a França justifica contatos com a Rússia.

O Médio Oriente permanece igualmente volátil. Novas negociações entre Estados Unidos e Irão são apontadas como potencial “última oportunidade” para evitar um confronto aberto, num contexto de protestos renovados nas universidades iranianas e de reforço do arsenal de Teerão. Já na América Latina, a detenção em Lisboa de um burlão procurado na Venezuela e a promessa de uma Venezuela “mais democrática” por parte da líder interina revelam a persistência da instabilidade regional.

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J.M.Ferreira

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