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Press Center 15-12-2025

15-12-2025

O mundo vive num estado de tensão quase permanente. A instabilidade geopolítica, a erosão da segurança interna e a pressão sobre sistemas públicos formam um quadro onde a exceção se tornou rotina. Da guerra na Ucrânia ao quotidiano português, os sinais de fragilidade acumulam-se.

Na cena internacional, a relação entre a União Europeia e a Rússia continua a definir o risco global. A discussão sobre apoio militar a Kiev e o uso de ativos russos revela uma Europa pressionada a provar capacidade estratégica, ao mesmo tempo que cresce o receio de um confronto direto. Fora do eixo europeu, a violência armada na Austrália e nos EUA, e o recorde de execuções na Arábia Saudita, sublinham um mundo cada vez mais fragmentado entre segurança, poder e direitos humanos.

Em Portugal, o retrato interno é preocupante. O aumento dos inquéritos por corrupção, os casos de exploração de imigrantes e os crimes de abuso expõem falhas persistentes na prevenção e na fiscalização. A criminalidade económica e as burlas multiplicam-se, explorando vulnerabilidades sociais num contexto de crescente desconfiança.

As fronteiras e a saúde pública somam novos desafios. As inspeções ao espaço Schengen revelam limitações operacionais, enquanto a gripe aviária recorda a fragilidade do equilíbrio sanitário europeu. Nas estradas, os elevados números de condução sob o efeito do álcool mostram que o risco continua a ser, em grande parte, uma escolha coletiva.

Num plano mais estrutural, economia e defesa ganham centralidade. A aposta europeia na autonomia estratégica, o interesse nas terras raras e a expansão acelerada da indústria de defesa ucraniana ilustram uma adaptação forçada a um mundo menos previsível, onde a segurança deixou de ser um tema setorial para se tornar transversal.

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J.M.Ferreira

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