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Press Center 18-12-2025

18-12-2025

O panorama noticioso de 18 de dezembro de 2025 revela um cenário de elevada tensão, em que decisões críticas tomadas em Bruxelas e Washington se cruzam com uma escalada de criminalidade violenta e fragilidades estruturais na administração pública portuguesa.

No plano internacional, a lógica do poder voltou a impor-se nas relações entre os Estados Unidos de Donald Trump e a Rússia de Vladimir Putin. A União Europeia corre contra o tempo, pressionada por um dilema claro: garantir financiamento imediato a Kiev ou enfrentar custos humanos mais elevados no futuro. Enquanto Moscovo prepara um “não” formal às propostas de paz, Volodymyr Zelensky insiste que a adesão à NATO é a única garantia constitucional de segurança para a Ucrânia.

A tensão estende-se a outras frentes. Os EUA anunciaram vendas de armamento a Taiwan superiores a 10 mil milhões de dólares, provocando uma reação dura de Pequim. No Médio Oriente, a investigação à morte de um professor português do MIT, em conjunto com o massacre ocorrido na Universidade de Brown, aponta agora para uma possível ligação iraniana, adensando o clima de instabilidade.

Em território nacional, o dia ficou marcado por uma sucessão de crimes violentos e novos desenvolvimentos em processos mediáticos. Uma idosa foi morta à pancada em casa, a Polícia Judiciária deteve um suspeito de abuso sexual do próprio filho e registaram-se sequestros violentos e roubos com recurso a armas brancas em várias zonas do país, incluindo Viana do Castelo.

No combate à criminalidade económica, a PJ desmantelou uma burla de 680 mil euros através do esquema conhecido como “CEO Fraud”. O Ministério Público investiga ainda Elma Aveiro por alegada fraude fiscal, enquanto no processo Marquês é pedida a junção de novos processos.

No plano judicial, destacam-se duas condenações pesadas: quase 15 anos de prisão para um taxista pelo atropelamento mortal de um jovem em Lisboa e 12 anos de cadeia para um jovem que matou um empresário em Famalicão.

A gestão migratória atravessa um momento crítico. Apesar do anúncio da resolução de 97% das manifestações de interesse pendentes, o número de estrangeiros em Portugal quadruplicou nos últimos sete anos. No Aeroporto de Lisboa, o ambiente é de instabilidade, com protestos da PSP por incumprimento de acordos e denúncias de ordens para aliviar a fiscalização, numa tentativa de reduzir o caos nas filas.

Ao mesmo tempo, burocracia excessiva e episódios de xenofobia são apontados como fatores que levam muitos estrangeiros a abandonar o país.

Com a aproximação das festividades, PSP e GNR reforçam a fiscalização rodoviária, num contexto em que volta ao debate a segurança infantil e o uso de cadeirinhas auto. Na saúde pública, um caso vindo de França chocou a Europa: um anestesista foi condenado a prisão perpétua pelo envenenamento de 30 doentes.

Entre notícias graves, surgiu também uma nota invulgar: a Câmara de Lisboa anunciou inspeções aos candeeiros da cidade, após a morte de três cães por eletrocussão, sublinhando a importância da manutenção das infraestruturas urbanas.

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J.M.Ferreira

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