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Press Center 13-01-2026

13-01-2026

A atualidade desta terça-feira fica marcada por sinais de alarme em várias frentes, da saúde pública à segurança, passando pela justiça e pela instabilidade internacional, num quadro de crescente pressão sobre instituições nacionais e globais.

Em Portugal, as autoridades de saúde acompanham a confirmação da presença do fungo Candida auris, conhecido pela sua elevada resistência a antifúngicos, enquanto a deteção de legionella obrigou ao encerramento de uma esquadra da PSP no Marquês de Pombal. As fragilidades do sistema de emergência voltaram a ganhar destaque: os bombeiros reiteraram o pedido de uma audiência urgente ao primeiro-ministro, Almada ficou sem viatura de emergência médica durante o período noturno e o Governo anunciou um reforço do investimento em infraestruturas críticas para prevenir falhas energéticas de grande escala.

A área da justiça e da segurança interna concentrou um elevado número de ocorrências, desde burlas de grande dimensão e redes de tráfico desmanteladas a crimes violentos, sequestros e agressões. A radicalização, sobretudo entre os mais jovens, surge como preocupação transversal. A Polícia Judiciária lançou novas campanhas de sensibilização contra o ódio online, num contexto em que quase um terço dos detidos por extremismo violento na União Europeia são menores ou jovens adultos.

No plano internacional, a guerra na Ucrânia continua a agravar-se. Ataques russos a infraestruturas energéticas deixaram vastas zonas sem eletricidade, enquanto dados recentes indicam que 2025 foi o ano mais letal para civis desde o início do conflito, em 2022. As repercussões estendem-se à diplomacia e à segurança global, com acusações de espionagem, debates sobre a importância estratégica da Gronelândia e tensões renovadas entre os Estados Unidos e os seus aliados.

O Irão permanece no centro da agenda internacional, entre protestos duramente reprimidos, apelos da ONU ao respeito pelos direitos humanos e sinais contraditórios vindos de Washington, onde Donald Trump voltou a adotar um discurso de confronto, com ameaças de sanções e referências à possibilidade de intervenção. A incerteza sobre o futuro do regime iraniano mantém-se, alimentando análises sobre uma eventual mudança política.

Em conjunto, o panorama noticioso do dia revela um clima de instabilidade persistente, em que crises internas e conflitos externos se interligam, expondo fragilidades estruturais, riscos acrescidos para a segurança e desafios profundos às democracias e ao Estado de direito.

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J.M.Ferreira

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