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Press Center 23-01-2026

23-01-2026

O Press Center confirma um mundo em tensão permanente, onde crises políticas, conflitos armados e fragilidades sociais se cruzam com episódios de violência e falhas institucionais. No plano internacional, a guerra na Ucrânia continua a dominar a agenda, com negociações trilaterais em Abu Dhabi ainda envoltas em incerteza e Moscovo a manter a exigência de retirada ucraniana do Donbass. Em paralelo, Donald Trump volta a agitar a ordem global: é criticado por Keir Starmer pelas declarações sobre a NATO no Afeganistão, anuncia uma deslocação à China e garante uma “enorme frota” a caminho do Irão, enquanto os EUA formalizam a saída da OMS, recusando o pagamento de contribuições em atraso.

A geopolítica do Ártico ganha novo peso com a Gronelândia no centro das atenções. Um eventual acordo poderá abrir caminho a uma nova missão da NATO e limitar o acesso russo e chinês a minerais raros, num contexto em que Dinamarca, Alemanha e Itália defendem uma Europa mais forte na Aliança Atlântica. A China, por seu lado, apresenta-se como “âncora estabilizadora” num sistema internacional cada vez mais fragmentado, enquanto a ONU alerta para a repressão no Irão e para a situação humanitária no Afeganistão, onde o frio extremo ameaça centenas de milhares de crianças.

Em Portugal, a atualidade foi marcada por preocupações com a segurança, a justiça e os serviços públicos. A criminalidade geral aumentou, apesar da descida da violência, levando o Governo a anunciar reforços no policiamento e na videovigilância, como no Porto. A morte de um homem em Abrantes, após uma alegada demora no socorro, reacendeu o debate sobre o funcionamento do INEM, num momento em que o instituto adjudica a compra de novas viaturas e nega falhas na ativação de meios. Na ferrovia, persistem dúvidas sobre segurança e investimento, após investigações a acidentes recentes em Espanha.

Casos de violência extrema e abusos continuam a chocar a opinião pública: agressões com arma branca, ataques com ácido, crimes sexuais prolongados no tempo e situações de negligência em lares ilegais expõem fragilidades profundas na proteção dos mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, processos judiciais de grande visibilidade — da condenação de Mário Machado às investigações da Polícia Judiciária a redes criminosas e burlas milionárias — mostram um sistema sob pressão para responder com eficácia.

Por fim, o Press Center revela também sinais de mudança e controvérsia política: da aprovação da avaliação de desempenho na PSP às críticas à “captura do poder por interesses privados” na Guiné-Bissau, passando pelas tensões internas na Venezuela e pela contestação internacional à demolição de instalações da ONU em Jerusalém Oriental. Um retrato fragmentado, mas coerente, de um tempo em que a instabilidade deixou de ser exceção para se tornar regra.

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J.M.Ferreira

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