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Press Center 29-01-2026

29-01-2026

A depressão Kristin impôs-se como o acontecimento dominante do dia, deixando um rasto de destruição que atravessou o país e expôs fragilidades estruturais antigas. Leiria foi o epicentro de uma tempestade descrita por autarcas e populações como “dantesca”, com bairros isolados, comunicações interrompidas, redes elétricas devastadas e prejuízos ainda impossíveis de quantificar. Cinco pessoas perderam a vida, centenas ficaram feridas e mais de oito mil ocorrências foram registadas em poucas horas, num cenário que levou o Governo a decretar situação de calamidade em 60 municípios.

A resposta mobilizou Proteção Civil, Forças Armadas e operadoras de energia e comunicações, mas a reposição da normalidade deverá demorar dias, nalgumas zonas semanas. A tempestade derrubou postes de muito alta tensão, deixou cerca de 440 mil pessoas sem eletricidade e isolou localidades inteiras, como Ourém ou freguesias do concelho de Leiria. O impacto estendeu-se à saúde, ao abastecimento de água e à atividade económica, com supermercados encerrados, centros de saúde a meio-gás e empresas paralisadas.

No plano político, o Executivo garante que atuou dentro dos tempos possíveis, enquanto a oposição acusa atraso na comunicação e na declaração de calamidade. A Comissão Europeia já sinalizou disponibilidade para apoiar a recuperação, num contexto em que se discute se fenómenos extremos como a Kristin são exceção ou novo padrão.

Fora de Portugal, o dia ficou marcado por novos sinais de tensão geopolítica: ataques russos na Ucrânia, incerteza no Médio Oriente e declarações de Donald Trump que voltam a agitar a agenda internacional. Entre crises climáticas, conflitos armados e pressão migratória, o retrato que emerge é o de um país,  e de um mundo,  cada vez mais exposto a choques simultâneos, onde a gestão da emergência se cruza, inevitavelmente, com decisões políticas de longo prazo.

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J.M.Ferreira

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