está a ler...
Ambiente, Catástrofes, Ciências Forenses, Cibersegurança, Defesa, droga, Espaço, Forças Armadas, forças de segurança, geopolítica, informações, Inteligência Artificial, Investigação Criminal, Justiça, Proteção Civil, Relações Internacionais, Saúde, Segurança

Press Center 31-01-2026

31-01-2026

Portugal atravessa dias de exceção, sob o peso de uma sucessão de crises que expõem fragilidades antigas e novos desafios. Todo o país esteve sob aviso amarelo devido à chuva  intensa, num contexto em que a depressão Kristin já deixou um rasto devastador, sobretudo na Região Centro. O balanço humano é pesado,  pelo menos oito mortos, centenas de casas destruídas, milhares de pessoas sem eletricidade, água ou comunicações, e uma economia local profundamente afetada, com pequenos empresários a temerem não conseguir reerguer-se à terceira tempestade em poucos meses.

No terreno, a resposta do Estado tem sido alvo de críticas. Autarcas de Leiria, Pombal ou Batalha denunciam atrasos, falta de meios e descoordenação, questionando a demora na mobilização plena das Forças Armadas. O Governo admite dificuldades logísticas, enquanto o Presidente da República pede mudanças “com carácter profundo” e defende uma comissão técnica independente para avaliar a preparação do país face a fenómenos extremos que, alertam os especialistas, tenderão a repetir-se.

A crise climática cruza-se com impactos sociais menos visíveis: problemas de saúde mental, populações fragilizadas e um sentimento de abandono que não desaparece com a limpeza das ruas. Ainda assim, multiplicam-se gestos de solidariedade, com empresas e cidadãos a apoiar a reposição de comunicações, energia e bens essenciais.

No plano internacional, o cenário é igualmente tenso. Prosseguem os ataques israelitas em Gaza, com dezenas de mortos, enquanto EUA e Irão trocam avisos cada vez mais agressivos. Washington enfrenta novo “shutdown”, agora ligado ao papel do ICE, agência cuja atuação levanta dúvidas legais e políticas, ao mesmo tempo que a pressão sobre regimes como os de Cuba e Venezuela aumenta. Na Ucrânia, a guerra prolonga-se num inverno de escuridão e expectativa por negociações.

Entre o clima extremo, a instabilidade geopolítica e debates internos sobre energia, imigração e segurança, o país confronta-se com uma pergunta central: o que falta para estarmos verdadeiramente preparados? A resposta parece exigir mais do que meios de emergência,  pede visão estratégica, coordenação e memória.

________________________________

________________________________

J.M.Ferreira

Discussão

Ainda sem comentários.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

WOOK