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Press Center 07-02-2026

07-02-2026

Portugal atravessa um dos momentos mais exigentes dos últimos anos, num quadro marcado por sucessivas tempestades, cheias generalizadas e uma resposta do Estado colocada sob forte pressão. As depressões Kristin e Marta deixaram um rasto de destruição: mais de mil desalojados, dezenas de estradas cortadas, circulação ferroviária suspensa em várias linhas e dezoito barras marítimas fechadas. A Proteção Civil alerta para um “quadro meteorológico complexo de risco a nível nacional”, com especial atenção às bacias do Tejo, Mondego e Guadiana. Em distritos como Leiria, quase todas as casas ficaram danificadas e mais de 63 mil clientes continuam sem eletricidade, levando autarquias a exigir explicações e compensações à E-Redes.

A resposta operacional mobilizou cerca de 1.600 militares em 41 municípios, num esforço articulado entre Governo, Proteção Civil e Forças Armadas, cuja cronologia revela a escala inédita das ocorrências. mais de dez mil registos num curto espaço de tempo. O custo humano é elevado: as tempestades já provocaram 14 mortes, incluindo um bombeiro, elogiado pelo Presidente da República como exemplo de dedicação ao serviço público. Para além dos danos materiais, especialistas sublinham o impacto emocional das catástrofes, lembrando que a recuperação das populações exige tempo, apoio psicológico e políticas de ordenamento do território mais rigorosas.

Em paralelo, outros sinais de fragilidade atravessam a atualidade nacional. As prisões enfrentam dificuldades crescentes devido à sobrelotação e ao aparecimento de drogas sintéticas, com registo de agressões a guardas. As investigações por branqueamento de capitais disparam, enquanto operações policiais revelam redes de tráfico, crimes violentos e esquemas internacionais de lavagem de dinheiro. No plano energético, a crise estende-se além-fronteiras, com cortes generalizados na Ucrânia após ataques russos e medidas de emergência em países como Cuba.

No exterior, o mundo permanece instável: Gaza ultrapassa os 72 mil mortos, a Andaluzia conta 11 mil desalojados por inundações e Moçambique enfrenta cheias que ameaçam a segurança alimentar de centenas de milhares de pessoas. Entre catástrofes naturais, tensões geopolíticas e desafios internos de governação, o dia 7 de fevereiro confirma que a resiliência nacional, e internacional, está a ser duramente testada, exigindo liderança firme, coordenação eficaz e visão estratégica para o futuro.

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J.M.Ferreira

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